Liminar suspende convenção do PMDB; grupo governista leva revés

BRASÍLIA - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu liminar suspendendo a convenção nacional do PMDB, marcada para este sábado, que escolheria a nova direção do partido, informou a assessoria de imprensa do PMDB nesta sexta-feira. O advogado de Michel Temer, presidente da Câmara, já prepara um recurso para manter a data. Ele foi o fiador da antecipação do evento, mesmo sob protestos de alguns diretórios estaduais que reivindicavam sua realização em 6 de março.

Reuters |

A disputa ocorre não por uma mera discordância de calendário, mas sobre a divergência entre dois projetos políticos.

Esse grupo que moveu a ação judicial --diretórios de São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Paraná-- não concordam com a proposta de aliança nacional da legenda com a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff.

O outro grupo, a maioria da legenda, patrocina o pacto eleitoral que daria ao partido --talvez na figura do próprio Michel Temer-- a vaga de vice na chapa.

Tradicionalmente, as convenções da sigla são cercadas de polêmicas. No passado, eram protagonizadas por brigas que chegavam às vias de fato.

A suspensão do evento tem cunho bastante simbólico: mostra que o projeto nacional, qualquer que seja ele, está longe de ser um assunto pacificada.

Temer e seus principais interlocutores decidiram antecipar a data para estabelecer logo o comando partidário, o mesmo que apitará na convenção de junho, quando a proposta de aliança com o governo irá a voto.

(Reportagem de Natuza Nery)

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