A vida moderna pode ser muito mais complexa do que apenas a imagem de um casal feliz e seus dois filhos adolescentes na mesa do café da manhã. Baseado no livro Divã de Martha Medeiros, o filme homônimo, que estreia hoje em 150 salas pelo Brasil, traz um elenco global e a atriz Lilia Cabral como protagonista.

Divã aborda os desafios e questionamentos que uma mulher enfrenta quando chega aos 40 anos de idade. Casada, dois filhos, Mercedes procura um psicanalista para saber se a vida é apenas aquilo que parece ser.

Vindo na esteira do sucesso de Se eu Fosse Você 2 , o longa dirigido por José Alvarenga Jr. ( Os Normais ) é a maior aposta da Globo Filmes para o semestre. "O fenômeno de Se eu Fosse Você 2 acontece de 10 em 10 anos no Brasil", falou Alvarenga na coletiva de imprensa de Divã . "Imagino que as pessoas estejam muito dispostas a ir ao cinema agora, mas não tenho como falar em milhões ainda." Além de Lilia Cabral, atores como José Mayer, Cauã Reymond e Reynaldo Gianecchini emprestaram seus rostos globais para o projeto.

Gianecchini disse que, a princípio, recusou o papel. "Fazer mais uma vez um mocinho bonito não seria interessante nem adicionaria muita coisa para a minha carreira, mas quando li o roteiro me apaixonei e queria poder ajudar a contar essa história."

Lilia, que já havia participado da adaptação para o teatro de Divã , aposta na veracidade dos personagens e na identificação que cada espectador pode ter com cada um deles. "Não é nada fantasioso. Fizemos sessões em faculdades onde meninas ligavam para as mães logo após o filme dizendo ao que elas deveriam assistir, pois se identificariam com o meu personagem", falou, orgulhosa.

Segundo Alvarenga, o filme consumiu dois anos da vida de seus produtores. Mas as cenas em que Lilia aparece frente a frente com o psicanalista foram filmadas em apenas um dia. "Foram 20 cenas em que a Lilia deveria demonstrar diversas emoções. Fizemos dessa maneira proposital para que a inconstância de todo um dia fosse passado para as telas." Lilia Cabral teve de podar sua interpretação e divide os méritos com o diretor: "Tive de diminuir meus gestos e interiorizar mais a personagem. O Alvarenga me ajudou muito nisso." A mescla de drama e humor parece ser a receita para o sucesso do filme. As informações são do Jornal da Tarde.

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