Light registra queda de 68% no lucro, para R$ 121,4 mi

A Light, distribuidora de energia elétrica no Rio de Janeiro, registrou lucro líquido consolidado de R$ 121,4 milhões no segundo trimestre, mostrando queda de 68,8% sobre o mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda recuou 34% na mesma base de comparação, para R$ 221 milhões.

Agência Estado |

A margem Ebitda ficou em 17,3% ante 25,8% do mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 1,273 bilhão e foi 1,9% menor do que no período de abril a junho de 2008.

No acumulado do primeiro semestre do ano, a empresa contabilizou lucro líquido de R$ 289,7 milhões, com redução de 411% sobre os primeiros seis meses de 2008.

Um dos pontos positivos salientados pela Light no seu balanço financeiro do segundo trimestre deste ano foi o aumento do consumo de energia. Segundo a Light, de janeiro a junho de 2009, o consumo de energia na área de concessão da Light teve um aumento 0,9% em relação ao mesmo período de 2008, ficando em 10.786 gigawatts-hora (GWh).

O crescimento dos mercados residencial e comercial, em razão das altas temperaturas registradas nos três primeiros meses do ano, foi o principal motivador desse resultado. No segundo trimestre de 2009, o consumo subiu 0,3% comparado a igual período de 2008 e foi de 5.228 GWh.

O diretor financeiro da Light, Ronie Vaz Moreira, afirmou em nota distribuída no balanço, que "o desempenho da Light, com a evolução de 0,9% do consumo na sua área de concessão, é superior ao verificado na Região Sudeste, que apresentou retração de 4,1%, segundo a Empresa de Pesquisa Energética, comparando-se os semestres". Impactado pela redução do consumo de grandes clientes, o índice de perdas não-técnicas da Light teve um crescimento de 0,33% ponto porcentual nos últimos 12 meses, se comparado a março de 2009, ficando em 14,93%.

"A redução do consumo entre os nossos grandes clientes, bons pagadores e que não geram as chamadas perdas não-técnicas mas que foram diretamente afetados pela crise econômica dos últimos meses, influenciou no aumento do porcentual de perdas.

O consumo desses clientes integra a "carga fio" da companhia. E a "carga fio" é o denominador usado no cálculo do índice de perdas. Então, quanto menor o denominador, maior o índice", explicou o diretor, na nota do balanço.

Medidores eletrônicos

A Light informou que o atraso de quase dois anos na homologação dos medidores eletrônicos pelo Inmetro levou ao redimensionamento do programa de implantação de novas tecnologias de medição para 2009. Originalmente, o cronograma previa a instalação de 100 mil novos medidores este ano. Como o equipamento foi homologado somente em junho, o número de novos medidores instalados esse ano ficará em 20 mil.

Além do novo sistema de medição, a Light também informou que continua investindo na modernização de suas redes, com a blindagem de 175 quilômetros de rede de baixa tensão no primeiro semestre e previsão de 850 quilômetros até o final do ano. Em 2008, foram substituídos 120 quilômetros de redes.

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