Light: demanda por energia no Rio cai 20% em março

Depois de alcançar recordes de consumo de energia no mês de fevereiro - o que elevou sua capacidade de distribuição ao limite - a Light já registra em março uma demanda quase 20% menor por conta da retração na temperatura em sua área de atuação, o Rio de Janeiro. A informação foi dada hoje, pelo coordenador operacional da Light José Márcio Ribeiro, com base na conta de consumo médio nos últimos meses.

Agência Estado |

Considerando o mês de pico, fevereiro, ele diz que em janeiro a demanda foi 3% menor, e em dezembro 8% menor.

"Mesmo assim, este verão bateu todos os nossos recordes. A demanda no verão deste ano chegou a ser 11% maior do que no ano passado. Um volume destes só estava previsto para ser entregue ao consumidor daqui a quatro anos", considerou, sem fornecer dados absolutos.

A proximidade com o limite de sua capacidade de distribuição, faz da Light mais sujeita às intempéries, e por isso, segundo o técnico, a profusão de "apagões" ocorridos este ano. "Há várias causas que provocam uma interrupção no fornecimento. Mas quando estamos no limite da capacidade, o sistema admite menos falhas", lembrou, citando como exemplo a interrupção que deixou sem luz boa parte das lojas e escritórios - entre eles o da sede da Eletrobrás - no centro do Rio de Janeiro na semana passada.

Na semana anterior, havia ocorrido um problema semelhante. "Em 40 anos na Light eu nunca vi isso acontecer com tamanha frequência", espanta-se Ribeiro. Já no início desta semana, uma tempestade deixou sem luz nove bairros e até o início da noite, a companhia informou que algumas ruas ainda estavam com fornecimento interrompido nestas localidades.

"Estamos sujeito a sofrer com estas chuvas agora no mês de março, principalmente porque os dois meses anteriores foram muito secos. Isso está previsto e está na média do ano passado. Agora também estamos menos pressionado do que nos meses anteriores pela alta carga solicitada pelo consumidor", destacou.

Ele acredita que os índices de DEC e FEC, que medem a duração e a frequência destas interrupções na área de atuação da distribuidora, devem ficar mais baixos em fevereiro e março do que no primeiro mês do ano. A Light ainda não informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre estes índices.

Fiscalização

Esta semana, a companhia está passando por uma avaliação técnica de membros da reguladora para apurar os constantes apagões. Em janeiro, a média móvel do DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), que indica o número de horas em média que um consumidor fica sem energia elétrica durante os 12 meses anteriores, atingiu 15 horas.

No mesmo período do ano passado eram 10 horas. Em novembro e dezembro, este indicador já dava sinais da pressão do consumo, com um aumento para 13 e 14 horas respectivamente, ante média de 8 horas ao longo de todo o ano de 2009.

Por conta do desempenho em janeiro, a Aneel determinou que a Light devolva aos seus consumidores R$ 2,9 milhões nas contas de abril. No ano passado, a companhia compensou seus consumidores por apagões em R$ 296 mil em média por mês.

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