Líderes tentam acordo para inocentar Sarney e Virgílio

BRASÍLIA - O governo e os principais líderes aliados e da oposição já trabalham abertamente em favor de um ¿acordão¿ entre o PMDB e o PSDB para resolver a crise no Senado. Mesmo considerada difícil, a saída política para o impasse começou a ser construída nesta segunda-feira por interlocutores de peso dos dois partidos, na tentativa de salvar tanto o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), como o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

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O presidente do Senado, José Sarney

"Essa guerra de representações não serve a ninguém, muito menos à instituição, disse Sérgio Guerra, presidente do PSDB. O PMDB entende que essa batalha não ajuda na solução do processo. Só agrava, emendou o líder peemedebista, Renan Calheiros (AL).

Os principais articuladores da negociação são os líderes do governo, Romero Jucá (PMDB-RR); do PMDB, Renan Calheiros (AL); do PT, Aloizio Mercadante (SP), e o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entrou na negociação e falou longamente nesta segunda com Virgílio, por telefone. FHC sugeriu a ele moderação, moderação e moderação.

Para o governo, o PSDB queimou pontes e precisa fazer um recuo estratégico para evitar que a disputa com o PMDB se torne sangrenta. Um auxiliar de Lula disse que, se isso não ocorrer, a coisa terminará mal porque vai sobrar para todo mundo. Os recursos impetrados nesta segunda no Conselho de Ética por Virgílio e pelo líder do PSOL, José Nery (PA), com o intuito de reabrir as representações contra Sarney, já estavam previstos. Na prática, entretanto, a oposição não tem votos para aprová-los, a não ser com a ajuda do PT. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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