Líderes questionam legalidade de candidatura de Garibaldi Alves no Senado

BRASÍLIA - Os senadores da base aliada e da oposição, tomados de surpresa, têm questionado a legalidade da iniciativa do presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), em apresentar sua candidatura à reeleição ao cargo para o biênio 2009-2010. Nesta quarta-feira, em reunião da bancada peemedebista, ele colocará sua intenção de disputar a reeleição.

Agência Brasil |

O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), disse que a candidatura de Garibaldi  é juridicamente instável pela análise da Constituição e do Regimento Interno. Na sua opinião, melhor seria se o senador tomasse a iniciativa de fazer uma consulta ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes de se lançar candidato.

Casagrande acrescentou que o presidente do Senado criou uma instabilidade na Casa ao tomar uma decisão que é juridicamente questionável. O líder do PSB disse, ainda, que Garibaldi Alves Filho tomou uma decisão por iniciativa própria sem consultar a ninguém.

Segundo ele, a decisão do peemedebista não muda em nada a posição do PSB que já fechou questão no apoio ao senador Tião Viana (PT-AC).

O senador peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE) não pretende comparecer à reunião da bancada de seu partido nesta quarta. Ele já vai apoiar o candidato do PT e disse que não mudará seu voto. Mantenho meu compromisso com o senador Tião Viana. Acho que ele tem condições de cumprir uma agenda renovadora e séria, afirmou.

Já o Democratas (DEM) e o PSDB têm dúvidas com relação à legalidade da iniciativa de Garibaldi Alves Filho, mas não pretendem tomar a iniciativa de fazer qualquer questionamento. Tenho dúvidas constitucionais sobre o assunto mas estou achando ótimo o PMDB se desentender com o PT, disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM).

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN) é mais cauteloso em suas declarações, mesmo porque Garibaldi Alves Filho deve ser seu concorrente na eleição para as duas vagas do Senado em 2010. Eu quero que esse contencioso jurídico se defina. Não quero partir para uma candidatura que tenha questionamentos jurídicos. Apoiaremos uma candidatura politicamente colocada e juridicamente incontestável, afirmou Agripino Maia.

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