Líderes querem evitar votação de cota aérea em plenário

BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP), vai se encontrar nesta noite com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), e pedir que o plenário não vote o projeto de resolução que restringe a cota aérea dos parlamentares. De acordo com ele, basta um ato da Mesa Diretora para que a restrição vire regra. ¿O plenário deve votar matérias mais importantes¿, disse.

Severino Motta |

Além de Vacarezza, o líder do PSDB, José Aníbal (SP), também disse que na reunião marcada para esta terça-feira, antes da votação do projeto de resolução, vai pedir a Temer um ato da Mesa seja feito. É quase unânime a ideia de restringir a cota aérea somente para o deputado e para assessores, acho que nem vai para o plenário, explicou.

Questionado se havia algum tipo de receio para a votação em plenário, o líder petista disse que, mesmo sendo votada por todos os parlamentares, a resolução para restringir a cota aérea seria aprovada. Não há chance do plenário não restringir, garantiu.

Para além da opinião de Vacarezza, a possibilidade de inclusão de parentes na cota dos deputados está diminuta. Isso porque são necessárias as assinaturas de 103 parlamentares para que uma emenda nesse sentido seja posta em votação. Ela também pode ser feita através de líderes que representem 103 parlamentares, mas o consenso é que nenhum vai assumir publicamente esta bandeira.

Caso o presidente da Casa, Michel Temer, aceite o argumento dos líderes, bastará a edição de um ato da Mesa para que o uso das passagens aéreas seja restrito.

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