A maioria dos líderes partidários na Câmara, do governo e da oposição, decidiu, em reunião hoje, rejeitar a maior parte das alterações feitas pelos senadores na Medida Provisória 443, que permite que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprem participação em instituições financeiras privadas. Os líderes se reuniram na liderança do governo para discutir a MP 443, que será votada na sessão plenária desta tarde.

Nem todos os líderes concordaram em rejeitar as 14 emendas feitas pelos senadores.

A maioria concordou em rejeitar, por exemplo, a alteração feita pelo Senado que condiciona a realização dos negócios jurídicos prevista pela MP à aprovação prévia pelo Legislativo. O prazo para a realização das operações, previstas na MP, também deverá ser restabelecida na Câmara, até dezembro de 2010 e prorrogáveis por mais um ano.

O deputado Maurício Rands (PT-PE), que participou da reunião, disse que a ideia da MP é permitir que o setor público participe da reestruturação financeira. "Se cada operação tivesse de ser feita por meio de projeto de lei estaria inviabilizada qualquer compra pelo BB ou Caixa", disse Rands, ao justificar o argumento dos líderes para rejeitar a mudança feita pelos senadores.

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