Líderes elogiam a decisão do STF, mas praticam nepotismo

BRASÍLIA - Um dia depois de proibida a prática de nepotismo, decisão aprovada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), vários senadores disseram concordar com o Judiciário, mas admitiram praticar a irregularidade.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Entre os que serão diretamente atingidos pela decisão do STF, está o presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), cujo filho trabalha em seu gabinete, e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que emprega um sobrinho.

Garibaldi reconheceu que terá de demitir o parente, já o presidente do Conselho de Ética tentou evitar dar declaração sobre o emprego do filho.  Não sei nada sobre a decisão do STF, o Supremo está legislando?, questionou.

Após ser informado do conteúdo da proibição e questionado se irá cumprir com a decisão do STF, Quintanilha disse que não irá ficar à margem da lei e se recusou a continuar falando sobre o assunto . 

Líder do DEM, o senador Agripino Maia (RN) também confessou ter um parente de 8º grau empregado em seu gabinete, mas aprovou a decisão do STF. Se a restrição é pra valer, e atinge os três poderes, não tenho porque me opor, afirmou.    

O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), que empregou seu cunhado, já adiantou que vai cumprir a lei. Como cunhado é parente de 3º grau, Raupp terá de devolver o funcionário público para o órgão de origem.

Já o senador Artur Virgílio (AM) não enfrentará dificuldade para lidar com a questão. Jamais empreguei parente. Se trabalhasse com minha ex-esposa no gabinete, teria me separado bem mais rápido, argumentou, bem humorado, o líder do PSDB no Senado.

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