Líderes decidem por manter ritmo lento na Câmara

Na última semana antes do recesso, os deputados deverão manter o ritmo lento de votações. Apenas uma das três medidas provisórias (MP) que estão trancando a pauta deverá ser votada hoje: a MP 431, que reestrutura cargos de servidores públicos.

Agência Estado |

Amanhã, deverá ser votada a MP que isenta de tributos a importação e comercialização de farinha de trigo e pão. Essas decisões foram o resultado da reunião do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), com os líderes partidários.

O DEM condiciona a votação da MP 432, que renegocia dívidas dos agricultores, a modificações no texto. "Da forma como está, é melhor que ela caia", afirmou o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). O funcionamento da Câmara nos dois meses que antecedem as eleições ainda não ficou definido. Líderes partidários querem que seja seguida a tradição e haja trabalhos apenas em duas semanas de agosto e em uma de setembro, mas Chinaglia tem resistido a essa sugestão de recesso branco. "A tradição não foi invenção das pessoas, foi um ponto de equilíbrio", afirmou o líder do PT, Maurício Rands.

O líder do DEM afirmou que não discutirá essa questão e que sua bancada cumprirá o calendário que o presidente da Casa definir. Na reunião, segundo relatos de líderes, Chinaglia levantou a possibilidade de liberar da presença em Brasília os deputados que são candidatos nas eleições municipais, se houver acordo para votação de projetos em agosto e setembro. Cerca de 20% dos deputados concorrerão a prefeituras.

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