Líderes buscam acordo para garantir votações na Câmara

BRASÍLIA - Para evitar que todo o período eleitoral seja desperdiçado na Câmara, líderes do governo e da oposição começam a costurar um acordo para garantir a votação de algumas matérias menos polêmicas, o que pode deixar de fora a PEC das MPs, matéria que o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse querer votar.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Com isso, a votação de um tema polêmico, como a PEC que altera o rito das medidas provisórias (MPs), deve ficar para o fim do ano ou para o início de 2009. Isso porque a oposição não concorda com alguns pontos da proposta, como a viabilidade, em alguns casos, da edição de MP's de crédito extraordinário.

Segundo o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), é "um fato" que, não havendo convergência entre o governo e oposição, a Câmara fica paralisada. Ele comentou que existem algumas matérias que os oposicionistas estão dispostos a votar, como a que define punições mais rígidas para os crimes de pedofilia e a matérias tributárias para micro-empresas.

Em relação à PEC das MPs, Aníbal destacou que a oposição não vai votar a matéria como ela está apresentada, e que seria preciso fazer uma série de modificações para que ela entre em pauta antes das eleições. Ele frisou que o maior entrave é que o presidente ainda terá muito poder na edição das MPs, o que precisa ser drasticamente reduzido.

Caso tais mudanças não sejam feitas, e o governo não tem dado demonstrações que vai alterar a proposta, a matéria deve ser postergada, a oposição acredita que cerca de 10 projetos podem ser votados antes das eleições, com exceção da PEC das MP's.

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