Lideranças se reúnem no Pará e em Brasília para debater sobre usina de Belo Monte

ALTAMIRA ¿ Representantes dos 11 municípios que poderão ser afetados pela construção da usina de Belo Monte, no Pará, reúnem-se nesta sexta-feira e no sábado em Altamira, a 900 km da capital Belém, para debater, entre outros temas, sobre aspectos da obra para a região.

Mariana Castro, enviada especial a Altamira |

Queremos discutir o plano de desenvolvimento para a região, além de oportunidades de emprego e negócios com a construção da usina de Belo Monte, afirma o coordenador do Fórum Fort Xingu, Vilmar Soares, que organiza o encontro. 

Além da governadora do Pará, Ana Júlia, a reunião contará com a participação do diretor da Eletronorte Adhemar Palocci (irmão do ex-ministro Antônio Palocci), cinco deputados federais, empresários e outros representantes de diferentes segmentos da sociedade.

O Estudo de Impacto Ambiental da obra vem sendo muito questionado por ambientalistas. Organizações não-governamentais - como a WWF-Brasil e o Instituto Socioambiental - defendem que o relatório não leva em consideração algumas aldeias indígenas que serão afetadas pela construção da hidrelétrica.

Outro ponto muito criticado pelas ONGs é o fato de o governo querer iniciar as obras utilizando uma licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que ainda não emitiu a licença ambiental essencial definitiva.

O encontro dos que são a favor da construção da usina vai até sábado, em Altamira. Mesmo dia em que partem para Brasília dois ônibus com lideranças indígenas e representantes de ONGs e fundações contrárias ao projeto. 

Na próxima terça-feira, às 14h, acontece mais uma audiência pública na capital federal para tratar da construção da usina de Belo Monte. Moradores, indígenas, deputados, militantes do meio-ambiente, empresários e engenheiros estarão presentes na audiência para mais uma rodada de discussões em torno da polêmica sobre a hidrelétrica, que tem leilão marcado para 21 de dezembro.

O Ministério Público tem como função zelar pela legalidade de todo o procedimento de licenciamento do projeto. O MP vai cuidar para não deixar passar nenhum furo, diz o procurador da república Rodrigo Timóteo.

Altamira está localizada a 900 km de Belém

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