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Líder nas bilheterias, Atividade Paranormal revive o fenômeno Bruxa de Blair

LOS ANGELES ¿ Promovido pelo boca a boca e por um marketing engenhoso, o filme de terror Atividade Paranormal, com um minúsculo orçamento de 11 mil dólares, se converteu no fenômeno da temporada nas bilheterias norte-americanas, recordando o sucesso de A Bruxa de Blair há 10 anos.

AFP |

Primeiro longa-metragem de Oren Peli, um ex-criador de videogames, "Atividade Paranormal" já arrecadou mais de 60 milhões de dólares. A história é de uma simplicidade surpreendente, mas também de uma eficiência espantosa: um casal de jovens, assustados com os barulhos noturnos em sua casa, decide colocar uma câmera gravando enquanto dorme para surpreender uma eventual "atividade paranormal".

Divulgação

A atriz Katie Featherston, uma das protagonista do terror "Atividade Paranormal"

O filme percorreu um longo caminho: rodado em 2006, teve que esperar três anos antes de estrear nos cinemas. Foi descoberto por Steven Spielberg, que o comprou através de sua empresa Dreamworks. "É um fenômeno inimaginável!", se entusiasma Jeff Bock, analista do Exhibitor Relations.

"Ativade Paranormal" ficou muito tempo na gaveta antes de chegar à Paramount, depois da separação entre o estúdio e o diretor de "E.T.". Para Jeff Bock, o filme de Peli se beneficiou do fato de que a Paramount, depois de decidir adiar para fevereiro de 2010 a estreia de "Shutter Island", de Martin Scorsese, "não tinha outro filme para lançar no início deste outono e, por isso, pôde se concentrar por inteiro nesta pequena produção".

Baseando-se num boca a boba efetivo e um forte interesse dos internautas depois de poucas exibições em festivais, o estúdio tomou a decisão inédita de "deixar que os fãs decidissem os lugares de estreia do filme", explica Amy Powell, diretora de marketing interativo da Paramount.

No final de setembro, quando "Atividade Paranormal" lotava as salas nas poucas projeções de meia-noite programadas em um número limitado de cinemas americanos, o estúdio pediu aos internautas que se pronunciassem por uma estreia nacional. "Havíamos decidido que, se obtivéssemos um milhão de pedidos, lançaríamos o filme em todo país", explicou Powell.

Graças a sites como o Facebook ou o Twitter, a marca de um milhão foi alcançada em quatro dias.  "Não acreditava que a demanda fosse tão forte", admitiu Powell.

O interesse foi similar entre os compradores internacionais. Stuart Ford, presidente da IM Global, sociedade que vende os direitos de filmes no exterior, apresentou o filme há um ano em Los Angeles, quando ninguém sabia ainda como seria explorado nos Estados Unidos.

"Convidamos 250 adolescentes para a projeção e deixamos os distribuidores verem o filme com eles", recordou Ford. "A reação do público foi tão boa que vendemos os direitos para todo o mundo em 48 horas, algo jamais visto", contou.

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