Líder do PT sugere mandato de dois anos para diretor-geral do Senado

BRASÍLIA - O afastamento do servidor Agaciel Maia da diretoria-geral do Senado repercutiu entre os parlamentares em plenário na tarde desta terça-feira. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), defendeu, inclusive que o parlamento institua mandato de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos, para o cargo de diretoria da Casa.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

O Senado Federal tem um orçamento estimado em 2 bilhões e 700 milhões de reais. Não é um orçamento qualquer. Nós temos mandato fixo para agência reguladora, nós temos mandato fixo para o Banco Central do Brasil. Por que é que uma instituição republicana, administrada com recursos do Orçamento Federal tem na Administração uma pessoa na direção por tempo indeterminado?, ponderou o líder petista.

Apesar de ter sido exonerado do cargo de diretor-geral, Agaciel Maia não será demitido do parlamento pois é servidor efeito do Senado. Nomeado no primeiro mandato de José Sarney na presidência da Casa, Agaciel estava no cargo há 14 anos, e foi acusado de ter ocultado da Receita Federal uma casa avaliada em R$ 5 milhões, em Brasília.

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM) também apoiou o afastamento de Agaciel Maia. Nós temos que ser prontos: alguém que é acusado tem que se afastar ou ser afastado imediatamente, disse Virgílio, que já defendia o afastamento do servidor desde a eleição da presidência da Câmara, no início de fevereiro. Na época, Tião Viana (PT-AC), candidato apoiado pelo PSDB, perdeu a disputa para José Sarney.

O líder tucano contou que ele e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) viram por diversas vezes um carro BMW estacionado no Senado e pensaram ser de um senador mais extravagante. Ao apurar o caso, os parlamentares descobriram que o automóvel era de uma secretária de Agaciel Maia.

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