BRASÍLIA (Reuters) - O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), colocou na terça-feira o cargo à disposição da bancada a fim de reduzir as pressões para que favoreça o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. Mercadante é pressionado a indicar dois senadores do bloco de apoio ao governo dispostos a votar pelo arquivamento das denúncias contra Sarney, uma vez que os suplentes Ideli Salvatti (PT-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) buscam não participar da votação dos recursos que tentam dar andamento às investigações.

Os senadores petistas estão preocupados com a repercussão do assunto na opinião pública devido às eleições de 2010.

Dois parlamentares cotados para assumir as vagas são o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), agendou para a quarta-feira a votação dos recursos contra o arquivamento das denúncias de supostas ilegalidades praticadas por Sarney.

O presidente do Senado é acusado de estar envolvido em irregularidades administrativas na Casa, empregar pessoas ligadas à sua família e desviar recursos públicos por meio da fundação que leva o seu nome.

(Reportagem de Fernando Exman)

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