Líder do governo defende Sarney em discurso no Senado

BRASÍLIA - O governo enviou um primeiro sinal concreto de que continuará defendendo a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) no cargo de presidente do Senado. A líder governista no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), subiu à tribuna hoje para defender o peemedebista, dizendo que não se pode atribuir a um único parlamentar, seja ele quem for, a responsabilidade pela crise deflagrada por denúncias de irregularidades na Casa.

Redação com Agência Estado |

O discurso da senadora foi uma reação à decisão da bancada do DEM de pedir o afastamento temporário de Sarney da presidência . Ideli afirmou que cabe ao Senado tomar as providências em relação às denúncias de irregularidades e que Sarney já deu encaminhamento a várias sugestões apresentadas para solucionar o problema. Ela condenou qualquer iniciativa de "um vestal vestido com o manto da ética" para responsabilizar exclusivamente Sarney pela crise.

A petista afirmou ainda que está sentindo que há na Casa um movimento para encontrar rapidamente "algo" que acalme o Senado, mas disse que o importante "não é acalmar, é resolver a crise, sem partidarizar".

Sarney é um dos parlamentares citados entre os que teriam parentes beneficiados por meio de atos secretos adotados para criação de cargos, nomeações e aumentos salariais na Casa.

Além disso, o esquema de crédito consignado no Senado, alvo de investigação da Polícia Federal (PF), inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto do peemedebista.

Novas denúncias

Ainda nesta terça-feira, José Sarney foi alvo de uma representação do PSol por quebra de decoro. No documento, o partido pede apuração no caso dos atos secretos, uma vez que, de acordo com o partido, Sarney teve pelo menos 15 parentes ou afilhados políticos beneficiados por decisões não publicadas no Boletim de Pessoal da Casa.

"Diante de tais fatos, o Representado nada fez até o momento, se restringindo a discursar sobre o problema afirmando ser uma questão institucional. Não anulou os atos, não tomou medidas saneadoras,
deixando de preservar o Senado Federal, bem como a integridade pública", diz a representação contra Sarney.

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