Líder do DEM na Câmara e presidente do partido defendem Kassab

O líder do partido Democratas (DEM) na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), não vê com preocupação o pedido de cassação do mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Para ele, esse é um assunto ¿técnico e jurídico que está se transformando em político apenas porque envolve o prefeito de São Paulo¿. O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Resende Silveira, que fez o pedido, alega que Kassab tenha recebido doações ilegais na campanha de 2008.

Priscilla Borges, iG Brasília |

O presidente nacional do Democratas (DEM), deputado federal Rodrigo Maia (RJ), corrobora: "Estamos 100% tranquilos com relação às contas da campanha. Está claro que as doações foram legais e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Tenho certeza que o TRE vai reformar a decisão". "O partido está junto com ele", disse Maia.

Bornhausen afirma que o que está em discussão nesse caso é quem pode ou não fazer doações para campanhas eleitorais. O parlamentar defende Kassab dizendo que essa é uma discussão já resolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ele lembra que inúmeros vereadores passaram pelo mesmo processo e tiveram os pedidos de cassação julgados negativamente pela instância superior.

As análises das doações já foram feitas e aceitas dentro da lei. Mas o juiz resolveu, em cima dos fatos, dizer que não, critica. Repetindo a mensagem da nota divulgada pela defesa do prefeito , Maia disse que o fato de o juiz Aloísio Silveira não seguir a orientação de um tribunal superior gera insegurança. "Essa regra tem que valer para todos."

De acordo com a acusação, Kassab, sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB), e alguns vereadores e/ou suplente receberam a doação via Comitê Municipal ou via Diretório Nacional dos partidos. Os vereadores condenados, que teriam recebido diretamente, não tiveram seus nomes revelados pelo juiz, que se limitou a informar que foram nove os julgados desta vez.

Entre as doadoras, estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e outras empresas concessionárias de serviços públicos que são impedidas por lei de colaborar com campanhas. A Justiça considera que a coligação pela qual Kassab foi eleito, em 2008, recebeu R$ 10 milhões de forma ilegal. O valor representa mais de 20% do total arrecadado pela coligação, o que caracterizaria abuso de poder econômico.

(*Com informações da Agência Estado)

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