Levantar questão do plebiscito não é desserviço à democracia, diz Cristovam

Depois de receber críticas de membros dos Três Poderes, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) subiu na tribuna do Senado para explicar sua ideia de um plebiscito questionando a população sobre o fechamento do Congresso. De acordo com ele, tal consulta não foi defendida, mas, caso o divórcio entre a sociedade e seus representantes seja prolongado, não vai faltar alguém para defender o plebiscito. Apesar do recuo, o senador disse que o debate é válido e não representa um desserviço à democracia.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |



"Levantar qualquer problema é o melhor caminho para resolvê-lo. Encobrir qualquer problema é o caminho para agravá-lo. Então [tratar do plebiscito na tribuna do Senado], não foi um desserviço à democracia. Desserviço seria se tivesse defendido o plebiscito, e não cheguei a defender, e se tivesse defendido que o voto deveria ser pelo fechamento", disse.

Tal como fez em discursos e entrevistas na segunda-feira, Cristovam disse ter ficado feliz com a reação da sociedade, que segundo ele criticou a possibilidade de fechamento do Congresso. Por outro lado, ele reconheceu que muitas manifestações lhe chegaram por e-mail, aprovando a ideia de se encerrar o parlamento, revelando uma situação que pede cuidado.

"Se fosse pura sandice [a ideia do plebiscito] eu estaria mais tranquilo. Mas para ser pura sandice não teria merecido uma linha em nenhum jornal. Se mereceu tantos artigos, tantos comentários, tantos e-mails porque, lamentavelmente, é uma meia sandice. E uma meia sandice pode virar uma verdade, se não tomarmos cuidado", disse.

O senador, por fim, reforçou ser contrário a realização de um plebiscito sobre o fechamento do Congresso, mas disse ver necessidade de uma reflexão profunda sobre o papel dos parlamentares no Brasil de hoje.

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