Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, São Paulo tem 25% de seus vereadores sendo processados. A cidade do Rio de Janeiro apresenta 12% de vereadores com processos correntes, e Belo Horizonte, 10%." / Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, São Paulo tem 25% de seus vereadores sendo processados. A cidade do Rio de Janeiro apresenta 12% de vereadores com processos correntes, e Belo Horizonte, 10%." /

Levantamento revela vereadores com ações na Justiça em três capitais

SÃO PAULO - Segundo o http://www.excelencias.org.br/ target=_blankProjeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, São Paulo tem 25% de seus vereadores sendo processados. A cidade do Rio de Janeiro apresenta 12% de vereadores com processos correntes, e Belo Horizonte, 10%.

Bruno Rico, do Último Segundo |

Com base em dados do projeto, a ONG Transparência Brasil apresentou estes dados no relatório Como são os vereadores de três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O projeto Excelências recolheu, ao longo do primeiro semestre, dados sobre os vereadores de todas as capitais brasileiras.

Muitos vereadores não estão sendo processados, mas são citados em notícias jornalísticas sobre casos de corrupção. Mais da metade dos vereadores paulistas e mineiros têm seus nomes nestas notícias. No Rio de Janeiro, este número cai para 20%.

A Câmara de São Paulo é a que mais gasta.  No ritmo atual, os vereadores paulistanos gastarão R$ 3,1 milhões em um ano em consultoria e divulgação. Na capital paulistana, cada vereador custa pouco mais de R$ 5,5mi aos cofres públicos. Além disso, a quantidade de dinheiro também pesa no resultado das eleições. Dos 55 eleitos há quatro anos, 40 tiveram arrecadação declarada de mais de R$ 100 mil.

No Rio de Janeiro, a arrecadação também tem forte influência sobre as eleições. Dos 50 candidatos eleitos no Rio de Janeiro, 34 declararam arrecadação superior a R$ 50 mil. O dinheiro vem de grandes empresas privadas. Das dez maiores doadoras, sete são ligadas à construção civil ou à incorporação de imóveis. A maioria delas teve eficiência alta - boa parte dos candidatos financiados se elegeu vereador.

Em Belo Horizonte, a arrecadação é menor. Dos 41 vereadores eleitos, 28 declararam receita superior a R$ 20 mil. A capital mineira apresenta uma triste curiosidade. Não divulga a conclusão dos processos de seus vereadores.

Os políticos mineiros são os que mais trocam de partido: 40%. Em São Paulo e no Rio, a infidelidade partidária é menor: 20% e 30%, respectivamente.

Veja quem são os vereadores com ocorrências na Justiça ou no Tribunais de Contas:

São Paulo

Agnaldo Timóteo (PR/SP)
Antonio Carlos Rodrigues (PR/SP)
Arselino Tatto (PT/SP)
Beto Custódio (PT/SP)
Carlos Apolinario (DEM/SP)
Claudio Prado (PDT/SP)
Donato (PT/SP)
Francisco Chagas (PT/SP)
Jooji Hato (PMDB/SP)
Juscelino Gadelha (PSDB/SP)
Myryam Athie (PDT/SP)
Ricardo Teixeira (PSDB/SP)
Senival Moura (PT/SP)

Rio de Janeiro

Adilson Pires (PT/RJ)
Jerominho (PMDB/RJ)
Jorginho da SOS (DEM/RJ)
Nadinho de Rio das Pedras (DEM/RJ)
Teresa Bergher (PSDB/RJ)
Verônica Costa (PMDB/RJ)

Belo Horizonte

Elaine Matozinhos (PTB/MG)
Gêra Ornelas (PSB/MG)
Geraldo Félix (PMDB/MG)

Essas e outras informações podem ser acessadas no sítio de Internet do projeto: www.excelencias.org.br

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