BRASÍLIA - Levantamento da Polícia Federal revela que os efeitos da Lei Seca foram menores nos últimos quatro meses. A legislação funciona, mas os resultados são menos satisfatórios quando comparados com dados obtidos logo após a adoção das novas regras. O relatório também indica uma redução de 5% no número de acidentes entre julho e outubro de 2008.

Acordo Ortográfico

No primeiro mês da lei, as mortes caíram 14,5% na comparação com os dados de 2007. Já no levantamento feito sobre os meses julho e agosto de 2008, a redução caiu para 12,7%. No trimestre de julho a setembro deste ano, o número de acidentes fatais apresentou uma queda de 6,1%. 

O balanço da PF também indica que a quantidade de mortes nos 61 mil km de rodovias federais caiu 5% em relação a 2007. O número de pessoas socorridas foi 8,8% menor. No ano passado, era registrado um acidente fatal a cada 21,3 ocorrências. Agora, essa proporção foi para 24,8.

Para a Polícia Rodoviária Federal, os resultados mais positivos, registrados logo após a adoção da nova legislação, ocorreram porque os  motoristas pararam voluntariamente de beber, por força da conscientização e por temor da fiscalização.

No entanto, a própria polícia diz que muitos condutores estão retomando o hábito de beber antes de dirigir, apostando na deficiência do controle policial, sobretudo no interior do País.

Fiscalização

O governo federal anunciou a aquisição de 10 mil novos bafômetros, que custaram R$ 70 milhões. Os aparelhos serão distribuídos nacionalmente. Após quatro meses, os bafômetros ainda reprovam um condutor por hora. 20 são presos por dia.

Os critérios utilizados para identificação de embriaguez através do uso do etilômetro, o popular bafômetro, foram elaborados pela Polícia Rodoviária Federal, junto com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

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