Os índices de infestação do mosquito da dengue em regiões do Rio de Janeiro, Salvador e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, estão em níveis de alerta, segundo dados dos próprios municípios, apontando para um novo aumento de casos da doença neste ano se não houver combate à água parada e limpa - ambiente ideal para a proliferação do inseto. A situação mais grave, que já representa risco de epidemia, ocorre em áreas pobres da zona norte da capital fluminense e na periferia de Salvador.

No entanto, até em Ipanema, área nobre da zona sul do Rio, a situação preocupa. Os dados foram colhidos durante o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), um importante instrumento de prevenção e controle da dengue, pois estima a porcentagem de imóveis em que há larvas do mosquito da dengue em uma determinada região. Valores menores do que 1% são considerados satisfatórios; entre 1% e 3,9%, sinal de alerta; acima de 3,9%, indicam risco de epidemia.

No dia 19 de novembro o Ministério da Saúde deve divulgar o resultado completo da pesquisa, que está sendo realizada em 169 municípios mais vulneráveis. Cerca de 30% deles já colheram dados. Neste ano, os casos de dengue no País cresceram 43% em relação a 2007, com 734 mil notificações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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