Lennon ainda é mais usado por biógrafos e fãs escritores

Após quase 40 anos de ruptura dos Beatles, o grupo pode não ser mais famoso que Jesus, como queria John Lennon, mas ainda provoca uma enxurrada de lançamentos. Na esteira do livro do jornalista inglês Steve Turner The Beatles - A História por Trás de Todas as Canções, a Larousse publica a nova edição revisada da discografia completa do grupo, The Beatles - Gravações Comentadas, de Jeff Russell, e, ainda, a biografia do líder John Lennon, John, pela primeira mulher do cantor e compositor, Cynthia Lennon, sua companheira por seis anos (de 1962 a 1968).

Agência Estado |

Quase 30 anos após sua morte, Lennon, como se vê, continua o beatle mais lembrado e analisado. O livro de Cynthia Lennon, mãe de Julian, filho mais velho do cantor, tem prefácio do último, que já começa se queixando, ao afirmar que o líder da banda era intimidador o bastante para considerar sua mãe apenas uma "nuvem de fumaça" em sua vida.

Ressentida, Cynthia reclama da biografias de John Lennon, que a colocam invariavelmente em papel secundário. O casamento, assume a ex-esposa, foi uma mistura entre o cômico e o bizarro. Lembra que Lennon obrigou seu empresário Brian Epstein a tomar medidas para impedir que o pai do músico, Alf, lançasse o disco que gravou em 1965, e que todos os problemas do casal começaram nessa época, por causa do envolvimento do marido com drogas.

E, para os fãs mais fetichistas, a editora Arx coloca no mercado o livro de Jerry Levitan, "Eu Conheci Lennon" (tradução de André Takeda e Marcelo Barbão), relato de um adolescente que conseguiu se infiltrar numa entrevista coletiva de Lennon e Yoko Ono, em 1969, no Canadá, registrando depois uma exclusiva de 40 minutos com a dupla, gravação inédita disponível no DVD que acompanha o livro.

Na entrevista inédita, Lennon falou, entre outros assuntos, do guru dos Beatles, o indiano Maharishi Mahesh Yogi. "Ele não era uma farsa", defendeu, para logo em seguida comentar que não sabia o que estava acontecendo quando gravou "Revolution 9", a ponto de não se lembrar dos palavrões registrados na faixa mais polêmica do álbum branco dos Beatles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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