Leitores de Paulo Coelho lançam em Roma um filme realizado em conjunto

Admiradores do escritor brasileiro Paulo Coelho estrearam nesta terça-feira, em Roma, um filme experimental, idealizado por ele e baseado no livro A bruxa de Portobello.

AFP |

O filme, com o título "Paulo Coelho's The experimental witch", é uma obra coletiva, "um projeto inovador, já que foi realizado on-line", explicou Mario Sesti, um dos organizadores do festival de cinema de Roma.

O escritor já vendeu mais de 130 milhões de livros traduzidos para 160 países e ele próprio convidou, pela internet, cineastas (ou aspirantes), assim como atores e roteiristas a realizarem um curta-metragem, baseando-se num dos 15 personagens do romance.

"6.000 pessoas se inscreveram no Myspace e através do blog, e selecionamos 14. Sem eles não haveria filme, embora fique com o coração partido ao pensar no dinheiro e no esforço feito por todos para participar", explicou Paulo Coelho durante uma entrevista à imprensa no Auditorium de Roma.

"Tornou-se algo maravilhoso; um filme autoproduzido, com autores que não se conhecem e de todos os continentes", contou Elisabetta Sgarbi, diretora da casa editorial Bompiani, que publica os livros de Paulo Coelho desde que saiu o primeiro, "O Alquimista", e que é, agora produtora executiva.

"Sempre acreditei que o leitor tem um filme na cabeça ao ler um livro e, por isso, quis envolvê-los", contou o escritor, quem financiou a edição do filme e ofereceu um prêmio de 3.000 euros para os ganhadores.

"Foi uma experiência original que me deu muita satisfação", confessou Coelho.

Uma versão integral de seis horas de duração deverá sair com o livro, o que é uma outra novidade.

A insólita experiência terminou por mudar a relação do escritor com o cinema pelo que autorizou a realização de três filmes baseados em seus lvros: "O Alquimista", que já está sendo rodado; "Verônica decide morrer" e "Onze minutos", com Mickey Rourke e Vincent Cassel, anunciou.

"Só dois filmes baseados em adaptações de livros me agradaram em toda minha vida: o Chefão e A mulher do tenente francês", confessou Coelho.

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