Leishmaniose visceral ameaça 433 municípios de São Paulo

SÃO PAULO - De acordo com o boletim de setembro do Centro de Vigilância Epidemiológica, a leishmaniose visceral é um risco para 433 das 645 cidades paulistas, classificadas como áreas ¿vulneráveis¿ à doença. O inseto transmissor, o mosquito-palha, já foi encontrado em 91 desses municípios.

Agência Estado |

A população canina, que serve de hospedeira ao inseto transmissor da doença ao homem, foi alvo do alerta do Ministério Público Estadual em um manual que cita a prática da eutanásia nos cachorros infectados, norma técnica recomendada pelo Ministério da Saúde.

A doença provoca febre descontínua, fraqueza, perda de apetite, complicações no baço, fígado e medula óssea, entre outros sintomas. O diagnóstico precisa ser rápido para evitar a evolução da doença, que pode levar à morte ou deixar seqüelas. Além do controle do vetor (inseto transmissor), é preciso efetivo controle da população canina. Constatada a infecção, que se faça a eutanásia por questão de saúde pública. Se não fizermos nada, vai virar epidemia, e logo, diz o promotor Reynaldo Mapelli Júnior, da área de Saúde Pública do MP.

Entre 2006 e 2008, foram confirmados 697 casos autóctones (com transmissão local), com 47 mortes. No mesmo período, foram 814 internações no Estado. "Uma das coisas que contribui para o aumento da letalidade é o retardo do diagnóstico. Em locais em que se está no início da transmissão, onde os profissionais de saúde não estão tão bem preparados, há demora para o diagnóstico e para começar o tratamento, diz Melissa Mascheretti, diretora da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica.

Após ser praticamente erradicada nos anos 1970, a leishmaniose visceral voltou a São Paulo pela divisa com Mato Grosso do Sul. Em 1999, foi registrado caso humano em Araçatuba, hoje área endêmica, a 530 quilômetros da capital paulista. Em 2003, houve transmissão em Bauru, recordista de casos em 2008, com 63 confirmações e nove mortes. O município da região central está a 343 quilômetros da capital. As informações são do "Jornal da Tarde".

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