Leia na íntegra a carta em que o pai de Isabella alega inocência

SÃO PAULO - O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, de 29 anos, escreveu uma carta direcionada à mídia na qual se diz inocente em relação à morte da filha, que caiu do sexto andar de um prédio da zona norte de São Paulo, no sábado à noite

Redação |

"Eu como pai de três filhos, posso dizer sem dúvida uma coisa, que a Isabella é o maior tesouro da minha vida. Tenho outros filhos meninos, mas a minha menininha era a princesa da casa. A Isabella sempre foi muito carinhosa comigo e com os irmãos dela. Costumava dizer que era a mamãe do meu filho mais novo, o Cauã, e defendia o do meio, o Pietro, acima de tudo. Quando me dei conta que tinha perdido a Isabella, senti naquele momento que meu mundo acabou. Não sei como caminhar.

Todos estão me julgando sem ao menos me conhecem, não faria isto com ninguém muito menos com minha filha. Amo a Isabella incondicionalmente e prometi a ela, em frente a seu caixão, que enquanto vivo não sossego, até encontrar este monstro.

Tiraram a vida de minha princesa de uma maneira trágica e não me permitem sentir falta dela, pois me condenam por algo que não fiz. Minha filha, como os irmãos dela, são tudo na minha vida, estou sem rumo. Mas confio que Deus me dará forças para vencer esses obstáculos, mostrando o caminho certo para a justiça.

Quero minha filha bem, em paz e tenho plena certeza e consciência tranqüila do amor que tenho por ela. Pois por mais que me julguem, só eu e minha filhinha sabemos a dor que estamos sentindo. E o mais importante é que Isa sabe o pai que fui para ela.

Minha mãe está a base de calmantes por falta do nosso botão de rosa, como ela diz. Meu pai chora quando lembra dela e quando assiste a cada reportagem. Minha irmã e minha mãe choram pelo que estão fazendo.

Tenho muito mais a dizer, mas espero que um dia me escutem como um pai que sofre por sua filha e não como um monstro que não sou.

Nós não tínhamos feito nenhuma declaração ainda porque acreditávamos que o caso seria solucionado. Nós não somos os culpados e ainda encontrarão o culpado.

Dessa forma, não precisaríamos mostrar a nossa imagem porque o nosso sofrimento é muito grande, só que nos acusam. Queremos mostrar o que realmente estamos sentindo. A verdade sempre prevalecerá".

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