Legista do PR é detida com órgãos humanos no carro

A médica-legista do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba e professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lubomira Verônica Oliva, 62 anos, foi presa hoje sob acusação de tentativa de remoção não autorizada de órgãos de cadáveres humanos. De acordo com a polícia, no porta-malas de seu carro foram encontrados dois corações, parte de um terceiro e vísceras humanas acondicionados em potes utilizados para sorvete.

Agência Estado |

Segundo o delegado da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Cassiano Aufiero, ela alegou no depoimento que estava amparada por um suposto convênio entre o IML e a UFPR, pelo qual órgãos poderiam ser levados para fins pedagógicos. "Ela disse que era corriqueiro", afirmou Aufiero.

O interventor do IML de Curitiba, coronel Almir Porcides Júnior, ressaltou, no entanto, que o convênio a que a médica se referia foi assinado em 22 de setembro de 1999 pela UFPR e Secretaria de Segurança Pública, com prazo de validade de cinco anos, vencido em 2004. "Mas, mesmo que ainda vigorasse, tem várias exigências que não foram seguidas", acentuou. Segundo ele, o convênio não permite trânsito do órgão, mas apenas a possibilidade de estudantes da UFPR irem ao IML para estudos. O interventor ressaltou, ainda, que, mesmo assim, dependeria de autorização da família, da Justiça e do próprio instituto.

Porcides Jr. disse que as investigações começaram na semana passada, após ele ter recebido denúncias anônimas de funcionários sobre essa prática. As atividades da médica passaram, então, a ser monitoradas por meio de filmagens das câmeras do circuito interno. A legista acabou surpreendida pelos policiais no fim da tarde de ontem, quando deixava o trabalho.

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