Legista do caso PC Farias aceita participar da investigação da defesa no Caso Isabella

SÃO PAULO - O vereador e médico legista George Sanguinetti, conhecido pela atuação no caso da morte do empresário PC Farias, aceitou o convite do pai de Alexandre Nardoni, o advogado Antonio Nardoni, para analisar os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) sobre a morte de Isabella Nardoni, morta do dia 29 de março. Alexandre e Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina, são acusados do crime.

Redação |

Sanguinetti, que também é professor da Universidade Federal de Alagoas, disse que vai trabalhar pela verdade. O meu trabalho é exclusivamente um trabalho técnico, disse ao site "Alagoas 24 Horas". "Recebi esse convite para fazer o mesmo trabalho que realizei no caso do assassinato de PC Farias e sua namorada Suzana Marcolino", completou.

O médico já está de posse dos laudos da morte de Isabella e a expectativa da família Nardoni é que o legista possa encontrar outras possibilidades nos laudos, que venham a ajudar ao trabalho da defesa.

No caso do empresário PC Farias, encontrado morto ao lado da namorada em junho de 1996, Sanguinetti se opôs ao laudo do legista Badan Palhares, que defendia a tese de homicídio seguido de suicídio. Para Sanguinetti, eles foram assassinados. 

70% de aprovação da polícia

O instituto de pesquisa de opinião pública Datafolha divulgou , nesta terça-feira, pesquisa realizada no último 15 de maio sobre o caso Isabella Nardoni. Segundo a Datafolha, 63% das 1087 pessoas consultadas aprovam o comportamento da Justiça no caso e 70% consideraram como "bom" o desempenho da polícia. 

Sobre a cobertura jornalística, 57% consideraram a cobertura jornalística como parcial. Quanto maior o grau de escolaridade da pessoa consultada, registra a pesquisa do Datafolha, maior é a reprovação em relação à cobertura jornalística.

A pesquisa mostrou ainda que 86% das pessoas mostraram interesse pelo caso, sendo que 51% delas entendem que tiveram muito interesse; com apenas 11% não se interessando pelo assunto.

Houve rejeição pela maioria das pessoas, 56%, contra manifestações de moradores contra o pai e a madrasta da menina Isabella, presos preventivamente, em Tremembé, interior paulista. 

O caso

AE
Alexandre e Anna quando foram presos dia 7
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese da criança ter caído da janela do 6° andar por acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada do apartamento por alguém.

Nardoni e Anna Jatobá respondem a uma ação na Justiça pela morte da menina. Os dois estão em penitenciárias de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa estuda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O pai alegou à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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