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Legista diz que há pontos obscuros no caso Isabella

O médico-legista e vereador alagoano George Sanguinetti (PV), que aceitou convite para atuar na investigação da morte de Isabella Nardoni, em São Paulo, disse nesta terça-feira na Câmara Municipal de Maceió que está de posse dos laudos do caso há cerca de uma semana e adiantou que há vários pontos obscuros a respeito do trabalho pericial feito até agora.

Agência Estado |

"Encontrei pontos que não foram bem explorados pela perícia do local e pontos obscuros no material coletado, que podem tanto ajudar numa outra versão dos fatos ou confirmar de forma mais contundente tudo que já foi apurado sobre o caso", afirmou.

Reprodução
Mãe e filha em foto de arquivo

Sanguinetti foi convidado pelos advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina, para trabalhar no caso. "Se o meu trabalho vai ajudar ou prejudicar na defesa dos acusados, isto é irrelevante", disse. O médico-legista disse que tem um nome a zelar e que não entraria num caso de repercussão nacional para ajudar ou prejudicar quem quer que seja. "Por isso, vou procurar ser o mais técnico possível", garantiu. "Não vou buscar culpados ou inocentes, vou apresentar a verdade dos laudos", afirmou o médico, que é coronel reformado da Polícia Militar de Alagoas e há 35 anos professor de medicina legal no Estado nordestino.

Sanguinetti afirmou que no início da próxima semana deverá apresentar à imprensa seu relatório preliminar a respeito do caso Isabella, com base nos laudos que recebeu. "A apresentação do meu relatório está sendo organizada pelos advogados que me contrataram e será feita em São Paulo, na próxima segunda-feira", afirmou Sanguinetti. Segundo ele, dois peritos criminais e dois professores de medicina legal vão auxiliá-lo nesse trabalho.

O médico-legista ficou conhecido nacionalmente quando atuou no caso da morte do empresário Paulo César (PC) Farias (ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello), encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996.

Na época, Sanguinetti se opôs ao laudo do legista paulista Badan Palhares, que defendia a tese de crime passional - homicídio seguido de suicídio. Para Sanguinetti, PC e a namorada foram vítimas de duplo homicídio. Os seguranças do empresário foram responsabilizados pelo duplo homicídio e aguardam julgamento.

O caso

AE
Alexandre e Anna quando foram presos dia 7
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese da criança ter caído da janela do 6° andar por acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada do apartamento por alguém.

Nardoni e Anna Jatobá respondem a uma ação na Justiça pela morte da menina. Os dois estão em penitenciárias de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa estuda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O pai alegou à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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