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Le Clézio: Escrever é ouvir o barulho do mundo

PARIS ¿ O escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio recebeu hoje feliz e emocionado a notícia de que foi premiado com o Nobel de Literatura, uma oportunidade para afirmar que escrever é ouvir o barulho do mundo.

EFE |

"Escrever não é só se sentar à mesa consigo mesmo, é ouvir o barulho do mundo. Quando você está na posição de escritor, percebe melhor o barulho do mundo, vai ao encontro do mundo", afirmou Le Clézio em coletiva de imprensa concedida em Paris.

O escritor foi surpreendido com o anúncio do prêmio em uma escala na capital francesa durante uma viagem entre a Coréia do Sul e o Canadá.

"Estava lendo quando me disseram, não esperava. Mas é uma sorte, porque todo prêmio literário dá tempo a você e representa um apoio", afirmou Le Clézio.

O autor defendeu a leitura de romances como antídoto para os problemas do mundo.

"Ler romances é uma boa forma de interrogar o mundo atual sem que o resultado seja uma resposta esquematizada. O romancista não é um filósofo, não é um técnico da língua, é alguém que faz perguntas", destacou o autor de "Désert" (1980) e "Le procès-verbal" (1963).

Le Clézio afirmou se sentir francês, mas disse que sua pátria está nas ilhas Maurício, ex-colônia francesa de onde procede sua família. Além disso, o escritor se definiu como um apaixonado pelo México e a cultura latino-americana.

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