Laudos indicam execução de suspeitos na Operação Castelinho

Laudos do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo e depoimentos de testemunhas indicam que os 12 assaltantes mortos por policiais militares na Operação Castelinho, em 5 de março de 2002, não participaram de tiroteio, mas foram executados. Conforme os exames da perícia, não havia nenhuma gota de sangue em 14 das 16 armas que a PM disse ter encontrado com os mortos. Juntos, eles levaram 61 tiros e - ao contrário do arsenal apreendido - ficaram encharcados de sangue.

Agência Estado |

Oito mortos estavam num ônibus, dois numa caminhonete D-20 e dois numa Ford Ranger roubadas. A operação aconteceu na praça de pedágio localizada no km 12,5 da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, a Castelinho, no interior paulista. De acordo com a PM, os 12 homens eram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), iriam assaltar um avião-pagador em Sorocaba e morreram durante confronto. No entanto, laudos do IC e depoimentos de testemunhas apontam para outra versão. Laudos assinados por peritos criminais atestam que nas 14 armas apreendidas pela PM não havia presença de sangue

A Operação Castelinho foi planejada e coordenada por policiais militar do Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância (Gradi). O grupo foi criado em meados de 2001 pela Secretaria da Segurança Pública para combater as discriminações de raça, sexo e religião. A promotora de Justiça Vânia Maria Tuglio diz que não tem dúvida que os 12 homens foram executados. Vânia denunciou à Justiça 53 PMs e os presidiários Marcos Massari, o Tao, e Gilmar Leite Siqueira pelos 12 homicídios triplamente qualificados.

(Com informações do jornal "O Estado de São Paulo")

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