O término do inquérito sobre as causas do acidente da TAM, que causou a morte de 199 pessoas em 17 de julho de 2007 em São Paulo, foi bem recebido pelos diretores da Associação dos Familiares das Vítimas do Acidente da TAM (Afavitam).

O presidente da entidade, Dário Scott, que mora em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, disse hoje que o provável indiciamento de dez pessoas, entre eles ex-integrantes da cúpula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), era o que estava dentro das previsões da associação.

"Era tudo o que nós (parentes das vítimas) esperávamos. Agora precisamos saber dos detalhes do inquérito, que o delegado Antônio Carlos Barbosa vai enviar ao Secretário de Segurança Pública", afirmou.

Scott, pai da menina Thaís, que tinha 14 anos na época do acidente, concorda com o promotor Mário Luiz Sarrubo e diz que a tragédia não aconteceu por fatos isolados. "Aconteceram erros de todos os lados e toda a sociedade brasileira finalmente saberá o que realmente ocorreu", disse.

Já o 1º secretário da entidade, Christoph Haddad, pai de Rebeca, que também tinha 14 anos, foi mais enfático em sua manifestação sobre a conclusão do inquérito. "Foram 16 meses de angústia e espera. Sei que a lista com os nomes dos dez indiciados está sob sigilo, mas chega de enrolação e desse quase eterno 'cheiro de pizza'. Que os culpados sejam punidos conforme o inquérito do delegado Barbosa", disse.

Os dois dirigentes da associação são unânimes em afirmar que apontar erros dos pilotos Kleiber Lima e Henrique Stefaninni di Sacco por estresse não é correto. "Se estavam estressados é por culpa exclusiva da TAM, que não dava boas condições de trabalho a eles e os ameaçava de demissão em caso de reclamação", apontou Haddad. Todos os detalhes do inquérito serão discutidos na reunião mensal da Afavitam, que será realizada nos dias 22 e 23 de novembro, na capital paulista. "Aí já poderemos ter maiores informações sobre as conclusões do inquérito", declarou Haddad.

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