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LANÇAMENTOS LIVROS

LANÇAMENTOS & LIVROS SEM SANGUE, de Alessandro Baricco, Cia. das Letras, 82 páginas.

Agência Estado |

A guerra já chegara ao fim quando quatro homens armados aparecem, dentro de um velho Mercedes, na fazenda do doutor Manuel Roca. O médico vive no campo com o casal de filhos pequenos. Seu passado é envolto em mistérios. Os homens de um comando revolucionário vêm acertar contas com Roca, que parece ter pertencido ao regime derrotado na guerra. Eles dizem lutar por um mundo melhor. Este livro do italiano Alessandro Baricco fala dos horrores produzidos pelas guerras em qualquer lugar e tempo. Cria uma história de frases curtas e nervosas, e promove o questionamento sobre se nobres ideais podem justificar uma guerra, e se o conflito acaba algum dia para quem sofreu seus horrores.

"DEPOIS DO SEXO", de Marcelo Carneiro da Cunha, Editora Record, 320 páginas. O gaúcho Marcelo Carneiro da Cunha faz um romance na esteira de um mundo em que a equação se inverteu: tudo começa com o sexo e resta aos personagens descobrir o que é possível fazer depois. Matias é um médico. Érica é praticamente psicanalista. Já Márcia é uma juíza. Todos eles estão tentando realizar algo digno de nota em suas existências, isso num contexto em que o sexo deixou de ser o centro da vida, o tema de todos. O livro do escritor gaúcho se vale de falas em primeira pessoa para compor como que peças autônomas a partir das quais se dão a ver visões de mundo conflitantes e iluminadoras. Faz-se em Depois do Sexo um quadro das relações amorosas depois do relaxamento dos costumes.

"AMERICANISMO E FORDISMO", de Antonio Gramsci, tradução de Gabriel Bogossian, Editora Hedra, 92 páginas. O filósofo italiano Antonio Gramsci (1891-1937) escreveu "Americanismo e Fordismo" na prisão, onde praticou um conjunto de pesquisas sobre a história italiana do século 19, a teoria da história e o capitalismo. Essas pesquisas foram reunidas em cadernos escritos entre 1928 e 1935, quando Gramsci ficou encarcerado por ordem do regime de Benito Mussolini. Ele fez uma reflexão a respeito das razões que explicassem a derrota do socialismo e a vitória do fascismo na Europa. As notas relacionadas ao americanismo e ao fordismo estão reunidas no caderno 22 e estimularam importantes estudos sobre o desenvolvimento do capitalismo no pós-guerra e as transformações nos processos do trabalho.

"A DESOBEDIÊNCIA CIVIL", de Henry Thoreau, tradução de Débora Landsberg, Jorge Zahar, 128 páginas. Em 1848, o poeta e filósofo norte-americano Andrew escreveu um manifesto contra um Estado formalmente democrático, mas que se impunha pela força. A escravidão nos EUA havia sido extinta no norte, mas no sul ela persistia. Desobediência Civil tornou-se uma referência para as ações pacíficas de resistência ao arbítrio do Estado. Nesta edição ricamente ilustrada, o jornalista e professora da Universidade de Las Vegas Andrew Kirk resgata o contexto histórico em que Desobediência Civil nasceu e aborda o debate suscitado por ele na sociedade americana. Ele também discute o legado desse texto, do qual se valeram Gandhi e Martin Luther King, por exemplo, na luta por uma sociedade mais humana.

"CENÁRIO DA ARQUITETURA DA ARTE", de Sonia Salcedo Del Castillo, Martins Fontes, 348 páginas. As exposições, apesar da estrutura que sugere o silêncio, são traduzidas em uma prática do discurso de uma experiência artística. Para serem mais bem entendidas, é necessário lançar um olhar crítico sobre o espaço em que são montadas, exercício relacionado ao entendimento dos conceitos por trás das propostas artísticas. E não só: há os aspectos políticos e econômicos na base dessa organização espacial. A arquitetura e cenógrafa Sonia Salcedo del Castillo aborda as transformações dos espaços expositivos provocadas pelas vanguardas do início do século, as experiências dos anos 1950-1970 e as tendências contemporâneas. O espaço não precisa ser passivo na leitura do que é exposto.

"O SURREALISMO", vários autores, Editora Perspectiva, 925 páginas. A prova de que é grande a influência do surrealismo no imaginário das gerações que o sucederam se encontra na vulgarização do termo: hoje é comum ouvir alguém dizer que viveu uma situação surrealista quando quer se referir a um acontecimento imprevisível ou impensável. Organizado por J. Guinsburg e Sheila Leirner, O Surrealismo ???reuniu dezenas de estudiosos para discutir as influências até hoje desse movimento estético revolucionário. Os campos de debate são diversos: fotografia, cinema, , música, dança, arquitetura, moda, psicanálise, literatura, teatro, etc. Uma seção inteira é dedicada ao debate sobre o contexto histórico em que o surrealismo surgiu e seu impacto na cena cultural de então.

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