MARANHÃO - Mesmo após o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que determinou sua cassação nesta quinta-feira, Jackson Lago (PDT) se recusa a deixar o Palácio do governo do Maranhão, segundo sua assessoria.

Lago, que assistiu ao julgamento do TSE pela TV, no Palácio dos Leões, onde mora, ao lado de aliados, disse que a decisão foi uma "farsa". Nós acabamos de assistir a uma farsa, mas apesar disso é preciso serenidade neste momento, afirmou.

Segundo a assessoria, ele não concorda com a decisão do TSE e afirmou que vai resistir até que todos os pedidos de recurso sejam julgados.

Em entrevista a uma emissora de rádio local, na manhã desta sexta-feira, Lago afirmou que a decisão foi tomada na noite desta quinta-feira, em reunião com os correligionários políticos.

O governador cassado disse que se a Assembleia der posse à Roseana assumirá a responsabilidade pelos seus atos. Roseana Sarney tomou posse no governo do Maranhão nesta sexta-feira.

Cassação

A cassação foi decidida em 4 de março, por cinco votos a dois. Na ocasião, a maioria dos ministros do TSE concluiu que Lago realizou comícios em cidades do interior do Maranhão para assinar convênios liberando verbas de modo a cooptar políticos com a sua candidatura.

O tribunal citou especificamente um comício realizado em Codó, em 16 de abril de 2006, e outro em Pinheiros, em 7 de maio do mesmo ano. Ao todo, o governo do Maranhão fechou 1.817 convênios com municípios e liberou R$ 806 milhões. Os ministros viram filmes nos quais apoiadores de Lago citavam a liberação de verbas ao mesmo tempo em que pediam votos para ele e contra Roseana. Entre eles, estava o então governador José Reinaldo Tavares, que apoiou Lago.

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