Lacunas marcam dossiê da ditadura sobre Rubens Paiva

Lacunas e contradições marcam dois dossiês elaborados por militares nos anos 70 para corroborar a sua versão, depois desmentida, sobre o desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Paiva - que era seu prisioneiro e, segundo eles, teria sido resgatado por guerrilheiros em tiroteio. O cruzamento de depoimentos de envolvidos no episódio com o laudo pericial feito pelo próprio Exército, além da análise da perícia, mostra a inverossimilhança das alegações dos agentes e das conclusões da investigação.

Agência Estado |

Os militares alegaram, por exemplo, ter sido cercados por terroristas, que teriam alvejado de curta distância o veículo em que levavam Paiva, mas todos saíram ilesos.

“Como a prisão teve repercussão enorme e houve pressão da imprensa internacional, inventou-se aquela farsa”, diz o filho de Paiva, jornalista Marcelo Rubens Paiva, colunista do Estado e blogueiro do Portal Estadão . Segundo seus familiares e grupos de defesa dos direitos humanos, o ex-deputado foi assassinado sob tortura por militares do Destacamento de Operações de Informações (DOI). O corpo jamais foi encontrado. Só em 1996 sua família recebeu um atestado de óbito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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