Um novo laboratório de R$ 40 milhões na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai reforçar o arsenal científico brasileiro para a conquista do pré-sal. O Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) dará apoio ao desenvolvimento de equipamentos e materiais capazes de suportar as condições de alta pressão presentes no campo petrolífero de Tupi, a 7 mil metros de profundidade.

As instalações devem ser inauguradas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao Rio.

O laboratório, no entanto, que faz parte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da universidade, já está parcialmente operacional. O novo prédio, com mais de 8 mil metros quadrados de área construída, abriga dois tanques de teste e experimentação. “São testes que serão fundamentais para a exploração do pré-sal”, disse o professor da Coppe Oscar Rosa Mattos, um dos três responsáveis pelo LNDC. Em altas profundidades, toda a infraestrutura de produção do petróleo será submetida a condições extremas de temperatura e pressão.

Um dos problemas exacerbados pela profundidade é a corrosão. Novos materiais precisarão ser desenvolvidos para a construção de cabos e dutos. A construção do laboratório foi financiada pela Petrobras, Finep (fundo CT-Petro) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). O foco das pesquisas será na exploração de petróleo em altas profundidades, mas não só nisso. “É um laboratório público de ensino e pesquisa, que vai tratar de vários problemas”, disse o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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