La Toya diz que seu irmão Michael Jackson foi assassinado por dinheiro

Uma das irmãs Michael Jackson, La Toya Jackson, afirmou que o rei do pop foi assassinado em uma conspiração, em entrevistas a dois tabloides britânicos, The Mail on Sunday e The News of the World deste domingo.

AFP |

"Eu acredito que Michael foi assassinado, eu pressenti isto desde o início", afirmou a irmã de 53 anos.

"Não tinha apenas uma pessoa envolvida, foi uma conspiração de várias pessoas. Ele estava cercado por um círculo ruim. Michael era muito calmo, quieto, uma pessoa amorosa. As pessoas se aproveitavam dele".

"Menos de um mês atrás, eu disse que achava que o Michael ia morrer antes dos shows de Londres porque ele estava cercado por pessoas que não estavam interessadas no que era melhor para ele", completou.

La Toya disse ainda que a segundo autópsia no irmão, privada, foi uma ideia dela.

"Michael valia mais de um bilhão de dólares. Quando uma pessoa vale tanto dinheiro assim, sempre tem pessoas ambiciosas ao redor dela. Eu disse para minha família há um mês: 'ele não vai conseguir ir para Londres'. Ele valia mais morto do que vivo".

La Toya acusou um 'grupo obscuro' pelo fato de Michael ter se afastado de sua família e amigos. Esse mesmo grupo teria forçado seu irmão a assinar um contrato de 50 shows em Londres, algo que mesmo Michael desconhecia.

"No fim da vida, Michael estava isolado de sua famíllia. Ele não tinha amigos de verdade. Ele era o homem mais solitário do mundo. Eu sabia que algo terrível ia acontecer".

"Essas pessoas o viam apenas como um cofre e o fizeram depender de drogas. Acho que isso abalou tanto o sistema dele que o matou", acrescentou.

"Eu não vou para até descobrir quem é o responsável. Por que eles o mantiveram afastado da família? Não pelo dinheiro. Eu quero justiça para o Michael. Não vou descansar até descobrir o que... ou quem... matou meu irmão".

La Toya disse que Michael Jackson foi achado no quarto de seu médico pessoal, dr. Conrad Murray.

"Michael saiu do quarto dele e foi ao quarto do dr. Murray. O que aconteceu lá nós não sabemos", insinuou.

Ela contou ainda que estava se dirigindo para o hospital para ver o irmão quando a mãe dela ligou gritando: "Ele morreu!".

"Quase bati com o carro. Minhas pernas tremeram... Eles me levaram para a área para onde o Michael havia sido levaram. Minha mãe estava chorando e os filhos do Michael estavam chorando".

La Toya também alega que muitas jóias sumiram da casa de seu irmão e nenhum dinheiro foi achado, apesar do fato de Jackson sempre ter cerca de um milhão de dólares em casa.

Ela contou ainda que a família realizou uma cerimônia de caixão aberto antes da homenagem pública no estádio Staples Center em Los Angeles.

Ela colocou as famosas luvas do irmão junto ao corpo dele, enquanto que sua sobrinha, Paris, de 11 anos, dividiu seu 'colar do humor' - um metal que muda de cor ao contato com a pele da pessoa - e colocou uma metade em torno do pulso do pai e ficou com a outra metade.

La Toya disse ainda que foi idéia da própria Paris falar durante o velório público de Michael Jackson.

Sobre os sobrinhos, comentou que Paris sempre foi a mais artística, Prince Michael mais determinado enquanto Blanket (apelido Prince Michael II) é "muito divertido, um verdadeiro gozador como seu pai".

La Toya garantiu que seu irmão não vai repousar no rancho de Neverland e disse ainda que o cérebro dele, removido na necropsia, foi colocado de volta no corpo.

Uma das vontade de Michael, segundo La Toya, era abandonar a música e virar diretor de cinema.

"O primeiro seria um filme de terror chamado 'Thriller'. A turnê 'This Is It' era realmente o fim. Ele não queria mais se apresentar".

Por fim, ela comentou que o irmão costumava atualizar seu testamento com regulardidade e, por isso, a família Jackson acredita que outro diferente do de 2007 ainda vai aparecer.

Na sexta-feira, em entrevista ao canal ABC, Joe Jackson, pai do rei do pop, declarou Michael Jackson, também disse acreditar que o filho foi vítima de assassinato.

Joe afirmou textualmente que o Michal "foi vítima de um assassinato".

A investigação sobre a morte do artista após uma parada cardíaca aponta para um grupo de médicos sob suspeita de cumplicidade no vício do cantor em sedativos pesados.

O Instituto Médico Legal exigiu na quinta-feira que os médicos que atenderam Jackson nos últimos anos entreguem seus históricos, informa o jornal Los Angeles Times.

Na entrevista à ABC, o pai de Michael Jackson afirma que não sabia da dependência do rei do pop de medicamentos.

"Eu não sabia o nome dos remédios que Michael tomava", declarou Joe Jackson, 79 anos.

"Os medicamentos deveriam ajudá-lo a dormir. Mas ele nunca acordou. Michael morreu durante o sono".

A ABC divulgou trechos da entrevista realizada em Encino, na Califórnia, onde Joe mora. A íntegra será exibida na próxima terça-feira.

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