Kátia Abreu defende criação de nova CPI sobre MST

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), defendeu hoje a instalação de uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o repasse de recursos para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A proposta foi feita em pronunciamento no Plenário do Senado para comentar denúncia feita em reportagem da revista Veja.

Agência Estado |

A reportagem afirma que as manifestações do MST são financiadas principalmente por recursos públicos e de organizações internacionais, sem a devida prestação de contas. Kátia Abreu disse que há assinaturas suficientes de deputados e senadores para criar a comissão.

"A 'Veja' confirmou o que todos suspeitavam: os atos ilícitos do MST são financiados com os impostos do contribuinte e por entidades estrangeiras sem prestar contas. Já aconteceu uma CPI no passado e queremos investigar novamente as atrocidades deste movimento, que ainda tem a coragem de chantagear o governo para pedir a revisão dos índices de produtividade dizendo que estão prejudicados. Prejudicado é o povo, o contribuinte, que paga seus impostos para financiar a farra da ilegalidade e estas manifestações que atentam contra o Estado de Direito", disse.

A reportagem aponta quatro entidades consideradas as principais fontes de repasse de dinheiro para o MST a partir de recursos públicos do Brasil e do Exterior: Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac). "Estas têm o respaldo do ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), que chamou de latifundiários aqueles que representam um terço do PIB (Produto Interno Bruto), um terço das exportações e um terço dos empregos e que representam o único setor que mantém a balança comercial do Brasil positiva", afirmou a senadora.

Kátia Abreu informou também que um grupo de parlamentares responsáveis pelas assinaturas para a CPMI pediu ao Banco Central informações sobre as remessas de recursos que teriam vindo do Exterior para as quatro entidades, as quais, de acordo com a revista "Veja", receberam R$ 20 milhões entre 2003 e 2007. "Como ficaríamos se alguma entidade do Brasil financiasse invasões de propriedades rurais, de órgãos de pesquisas e empresas na Inglaterra, nos Estados Unidos ou na Holanda?", questionou.

A senadora disse ainda que deputados e senadores solicitarão ao Tribunal de Contas da União (TCU) a relação de todos os convênios assinados pelas quatro entidades e o governo federal, uma vez que a reportagem de "Veja" afirma que elas receberam R$ 43 milhões em recursos públicos de 2003 a 2007. Segundo cálculos comparativos apresentados pela presidente da CNA no plenário, esta quantia equivale a 277 mil cestas básicas ou 6,3 mil casas populares.

"As pessoas mais humildes, que vivem com menos de um salário mínimo ou abaixo da linha de pobreza não sabem o quanto representam R$ 43 milhões. Com este montante, poderíamos fornecer arroz para 840 mil famílias ou feijão para 10 milhões de pessoas em um mês", afirmou. As informações são da assessoria de imprensa da CNA.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG