Kassab promete cautela diante da crise financeira

Ao assumir hoje o segundo mandato à frente da Prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, admitiu que as incertezas diante da crise financeira internacional terão impacto em sua administração. Tenho consciência de que o espectro de uma preocupante crise econômica ronda o mundo, afirmou ele, em discurso na cerimônia que marcou o início da gestão, no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, no centro da capital paulista.

Agência Estado |

"É preciso navegar com cautela nessas águas turvas."

O orçamento para 2009, aprovado em dezembro pela Câmara Municipal, sofreu corte de R$ 1,88 bilhão em decorrência do cenário turbulento. Kassab terá uma receita de R$ 27,5 bilhões para administrar São Paulo e já avisou que conterá gastos em áreas que considera não-prioritárias. Porém, o prefeito promete manter os investimentos previstos para a área social.

"Decidimos manter nosso programa social principalmente educação, saúde e transporte público, contendo, cautelarmente, os gastos em outras áreas", disse ele, a uma platéia de cerca de 2.500 pessoas que se aglomeraram no hall do Edifício Matarazzo e em frente ao prédio.

O democrata prometeu agir em parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para superar os efeitos da crise. "O presidente Lula sabe que não faltará apoio, nem solidariedade nessa luta nacional para minimizar os efeitos da crise em nosso país", afirmou.

"É muito claro para mim meu dever de contribuir para que o Brasil tome conhecimento do modelo de gestão que nosso governo oferece", disse, em referência ao estilo dele e do governador paulista, José Serra (PSDB), seu padrinho político e possível candidato da aliança PSDB-DEM para a Presidência em 2010. "Como prefeito de São Paulo, cumprirei a missão política de ajudar a provar para todo o Brasil que a nossa proposta é a mais indicada, a melhor."

Temor

Apesar de prometer cautela, Kassab negou temer os impactos da turbulência internacional. "Somos prudentes, mas não devemos atentar para a crise além do que manda a prudência", disse. "Vamos trabalhar como formigas, garantindo sempre reservas para um possível inverno, mas sem medo da crise." E o pupilo aproveitou para homenagear mais uma vez seu mentor. "Como diz o nosso maestro José Serra, política é a arte de ampliar as fronteiras do possível. Cabe a nós descobrir as oportunidades existentes nessa crise."

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