SÃO PAULO ¿ O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, convidou o presidente do Sindicato dos Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), Francisco Pelucio, para uma conversa em seu gabinete no fim da tarde desta terça-feira. Eles fizeram um balanço dos primeiros dois dias de rodízio de caminhões na cidade.

    Pelucio levou ao prefeito as sugestões e reivindicações dos sindicalistas. Um dado revelado a Kassab foi que, em apenas no primeiro dia de rodízio, a perda de rendimento das transportadoras foi de 15% a 20%. Em vista disso, Pelucio sugeriu ao prefeito que não fossem emitidas multas nos 15 primeiros dias da nova lei, enquanto as empresas de transportes se adéquam às restrições. Mas Kassab disse estar surpreso com os resultados positivos no trânsito de São Paulo e decidiu não aceitar a proposta.

    Para minimizar as perdas, as grandes empresas do setor estão contratando kombis ou vans de autônomos. Mas a maior preocupação vem das pequenas empresas, que não podem arcar com mais um custo. Também é preocupante o caso dos autônomos, que segundo Pelucio são uma parte considerável dos caminhoneiros do País. Respeitando o rodízio eles perderão em média 50% de sua renda. Há autônomos de outras cidades pedindo para não ir para São Paulo, relata.

    Outra sugestão do presidente da SETCESP foi que os VUCs ¿ veículos urbanos de carga ¿ caminhões que têm no máximo 6,3 metros de extensão, sejam liberados do rodízio. Isso evitaria, na opinião de Pelucio, que houvesse desabastecimento, o que já foi cogitado por donos de supermercados e empresas de transporte de valores. Divergências à parte, Pelucio acredita que o futuro do rodízio é promissor. Esse tumulto é normal na primeira semana, depois será mais tranqüilo. Espero que o trânsito continue como está.

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