Kassab minimiza liderança de Alckmin ao governo de SP

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), minimizou hoje o favoritismo do atual secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo do Estado. O ex-governador aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2010.

Agência Estado |

"Pesquisa não é premissa (para vencer)", afirmou o prefeito, após participar de evento do Sindicato dos Metalúrgicos, na capital paulista. "Premissa é harmonia política."

Com o apoio informal do governador tucano José Serra, Kassab derrotou Alckmin nas eleições municipais do ano passado. Serra trabalhou para que a aliança PSDB-DEM lançasse um só candidato a prefeito, mas Alckmin insistiu em uma candidatura própria. E acabou derrotado no primeiro turno. Kassab, Alckmin e o secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM), participaram hoje da cerimônia de posse da diretoria do sindicato.

Para Kassab, a chapa dispõe de três "extraordinários nomes": Alckmin, Afif e o secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). Ao citar Aloysio, aposta de Serra para o Palácio dos Bandeirantes, Kassab desdobrou-se em elogios: "Aloysio tem um extraordinário trabalho, uma folha de serviços brilhante. Todos sabem de sua extraordinária capacidade, do seu passado e seu presente, de sua capacidade de harmonizar." Para Alckmin, os adjetivos foram mais modestos. Kassab disse apenas que o ex-governador "tem serviços de relevância prestados". Afif foi lembrado pela "inteligência e formação".

O prefeito disse que a escolha entre esses nomes e outros que possam surgir caberá a Serra, o "coordenador" da aliança. "O meu candidato será o candidato do governador José Serra", disse Kassab, negando intenção de concorrer ao Bandeirantes. "Sou candidato a ser um bom prefeito para São Paulo. Minha expectativa é sair, ao final deste mandato, de cabeça erguida."

Ao saber da declaração do prefeito, Alckmin, que atribui o bom desempenho nas pesquisas ao reconhecimento a seu trabalho, esforçou-se em mostrar unidade com o pupilo de Serra. "Ele (Kassab) tem razão. (Pesquisa eleitoral) não é um fator decisivo em si", disse sem firmeza. Questionado sobre a possível candidatura de Aloysio, o secretário limitou-se a dizer que o colega "tem todo o seu respeito". Ele ponderou que a escolha de candidatos só se dará em 2010 e encerrou a entrevista coletiva.

Ciro

Afif admitiu que seu nome é considerado nas negociações da aliança, mas evitou falar para qual cargo. "Meu nome foi colocado pelo DEM para eleições majoritárias, para fazer uma chapa o mais forte possível, em respaldo ao projeto presidencial do governador José Serra", disse o secretário do Trabalho. Apesar de não admitir a pré-candidatura, Serra é um dos tucanos mais cotados para disputar a Presidência em 2010.

Para Afif, a possibilidade de o deputado federal Ciro Gomes (PSB) se lançar candidato ao governo do Estado com o apoio do PT não passa de um "balão de ensaio para botar pimenta na discussão eleitoral". "Não acredito na entrada do Ciro", disse o secretário. Alckmin, que poderia se favorecer na disputa interna do PSDB caso Ciro se candidatasse, esquivou-se de comentar essa possibilidade. "Não vejo relação entre uma coisa e outra", disse o ex-governador.

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