Poucas horas depois de assinar o termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse que o plano de habitação do governo federal é insuficiente para resolver o problema da falta de moradia nas grandes cidades. A Prefeitura e o governo do Estado, chefiado por José Serra (PSDB), levaram mais de um mês para decidir aderir ao programa.

O Minha Casa, Minha Vida é coordenado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência em 2010. Serra é o mais cotado presidenciável tucano e Kassab é considerado seu afilhado político.

Questionado sobre a adesão, o prefeito fez questão de lembrar as iniciativas municipais na área. "Grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife não poderão ter apenas nesse programa a solução de seus problemas habitacionais", disse. Segundo Kassab, a parceria da cidade se dará pela cessão de terrenos e a Secretaria de Habitação identificará áreas que possam servir ao Minha Casa, Minha Vida.

Apesar do pedido da Secretaria da Habitação paulista, a parceria de São Paulo com a União não incluirá o repasse de recursos diretos para o governo, como confirmou hoje Serra. O governador, que vinha evitando comentar o plano, disse ontem que "tem todo o interesse" em que o programa "ande". Hoje, Serra limitou-se a citar que conta com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para projetos habitacionais do Estado.

Metrô

Serra e Kassab inauguraram hoje o segundo trem da nova frota da Linha 2-Verde da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A cerimônia, dentro da Estação Paraíso, na região central, foi marcada por uma homenagem à comunidade japonesa no Estado. Houve danças típicas e a presença do cônsul japonês na capital paulista, Kazuaki Obe. O trem levará uma placa lembrando a contribuição nipônica para São Paulo.

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