Kassab libera R$ 11,9 milhões para obras de vereadores

Com o apoio de 40 dos 55 vereadores da Câmara Municipal na votação dos principais projetos do Executivo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), liberou neste ano R$ 11,9 milhões para obras indicadas por emendas parlamentares. Vereadores da base governista e até da oposição já apontaram ao governo, nos últimos dois meses, quais são as suas prioridades.

Agência Estado |

As emendas contemplam de pavimentação de corredores de ônibus a eventos como caminhadas de bairro e a Parada Gay de São Paulo.

Só o presidente do Legislativo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), aliado de Kassab, já conseguiu a execução de R$ 1,4 milhão para sete obras de recapeamento e pavimentação no Campo Limpo, zona sul, onde o político mantém fiel eleitorado há mais de uma década. O campeão na liberação das emendas é o também aliado Claudinho (PSDB), com R$ 1,6 milhão, que conseguiu, por exemplo, a liberação de R$ 800 mil para a construção de um campo de grama sintética no clube municipal da Vila Brasilândia, bairro no qual o vereador concentrou sua campanha à reeleição em 2008.

Além de governistas, a bancada do PT, com 11 vereadores, foi a que recebeu o maior volume de recursos das emendas. Foram R$ 2,997 milhões, incluindo R$ 953,5 mil para o líder do partido, vereador João Antonio (PT), que pode indicar obras na região do Itaim Paulista, na zona leste. Na quarta-feira, parte da bancada do PT votou favoravelmente aos dois principais projetos do Executivo do semestre: o pacote de políticas climáticas e a concessão de 30 anos dos serviços de saneamento da Prefeitura para a Sabesp.

A Prefeitura afirma que toda semana haverá atualização na liberação das emendas. O governo informa que a cota limite por parlamentar é de R$ 2 milhões. O secretário de Relações Governamentais, Antonio Carlos Maluf, disse que a legalidade e viabilidade das emendas serão analisadas. Citou como exemplo pedidos de pavimentação em rua que não é oficializada e a revitalização de uma praça que pertence à Cohab entre emendas que foram rejeitadas. “Posso garantir que não é usada (a emenda) como moeda de troca política.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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