SÃO PAULO - O prefeito Gilberto Kassab participa, às 15h desta quinta-feira, de entrevista coletiva para a apresentação do primeiro balanço das medidas restritivas de circulação de caminhões na cidade de São Paulo, que entraram em vigor no dia 30 de junho.

No último balanço de multas aplicadas, divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nesta quarta-feira pela manhã, 2.692 multas já haviam sido aplicadas, o que representa uma arrecadação total de pelo menos R$ 230 mil para a prefeitura de São Paulo, na ausência de recurso por parte dos caminhoneiros.

O assessor de imprensa do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias, Mauro Ramos, informou que "recorrerá em todas as multas aplicadas, pois é nosso direito". Os representantes dos caminhoneiros devem se reunir com o secretário dos transportes nesta quarta-feira, às 16h.

Desde segunda-feira, os condutores de veículos de grande porte podem ser punidos por trafegar em local e horário proibidos com multa de R$ 85,13 - e levam 4 pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área restrita. No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e uma multa de R$ 621,04 - o que significa perder o documento. Se esse mesmo motorista tiver infringido o rodízio municipal de veículos, será punido de novo.

O trânsito, ontem, já não fluiu tão bem quanto no primeiro dia das medidas de restrição a caminhões. Às 15h, a CET registrou 69 quilômetros de congestionamento, ante os 31 quilômetros de segunda-feira, no mesmo horário. A Secretaria Municipal de Transportes culpou os cerca de 20 acidentes que atrapalharam o trânsito ontem em São Paulo.


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