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Kassab diz que Serra é parceiro político e partidário

A parceria com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), marcou a fala do prefeito da capital paulista e candidato à reeleição pela coligação São Paulo no Rumo Certo (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), Gilberto Kassab, hoje na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), na região sul. O candidato disse que considera Serra como um parceiro político e partidário.

Agência Estado |

"Serra mostrou muita tranqüilidade ao confiar a cidade a mim, mesmo eu não tendo ocupado nenhum cargo executivo", disse, mais uma vez na tentativa de colar sua imagem a do governador tucano. "Ele sabia que seu plano de governo teria continuidade," emendou.

Serra foi uma referência constante enquanto Kassab discursava na Faap sobre suas propostas para a educação, saúde, transportes e meio ambiente. Mais tarde, o prefeito falou da situação "peculiar" enfrentada por Serra, que ainda não subiu ao palanque nem com o candidato de seu partido, o tucano Geraldo Alckmin, nem com Kassab. "O governador tem um candidato do seu partido (Alckmin) e um candidato de sua administração (Kassab)". Até sexta-feira, os demais candidatos à Prefeitura devem comparecer à faculdade para discutir soluções para a cidade.

Questionado se o sentimento de Serra agora - época de eleições - era de tranqüilidade como na época em que lhe deixou a prefeitura, Kassab disse que o governador tem motivos para estar contente com a administração municipal. "Não há motivo para ele não estar tranqüilo". Esquivou-se, no entanto, de responder se a tranqüilidade de Serra aumentaria com sua eleição. "Seria indelicadeza dizer isso". Kassab aproveitou o microfone ainda para alfinetar a adversária Marta Suplicy, do PT. "Resolvemos muitos dos problemas financeiros herdados da administração anterior", afirmou. Acusou ainda a adversária de só ter investido em educação os 15% do orçamento previstos em lei no último ano de sua gestão. "Nós investimos 20% do orçamento", disse.

O corredor de ônibus da Avenida Rebouças, construído por Marta, voltou a ser alvo das críticas de Kassab pela falta de área de ultrapassagem. "Isso não é corredor. Não é assim que se faz", criticou. Ele se gabou de ter sido o único prefeito nos últimos 30 anos a investir no Metrô e prometeu destinar ao setor mais R$ 1 bilhão se for eleito. Kassab atacou ainda as taxas do lixo e de iluminação pública, mesmo para quem morava em ruas sem luz, instituídas por Marta e derrubadas por ele. De manhã, Kassab foi de Metrô do Largo de São Bento, no Centro, até Parada Inglesa, zona norte, inaugurar um de seus 60 comitês de campanha, em Santana.

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