Kassab diz que manterá o orçamento nas áreas de educação, saúde e transportes

SÃO PAULO - O prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou nesta quinta-feira, durante solenidade na Prefeitura, logo após tomar posse na Câmara dos Vereadores, que não irá cortar o orçamento nas áreas de educação, saúde e transportes. Nas outras áreas, disse que os cortes serão feitos com cautela.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

É preciso navegar com cautela, temos de estar preparados para enfrentar dificuldades, mas, para isso, temos de manter o programa de educação, saúde e transporte público, disse ele. Ele afirmou ainda que seu governo foi prudente com a crise. "Mas não devemos atentar para a crise além do que manda a prudência", ressaltou.

Ao falar sobre o padrinho político, José Serra (PSDB), Kassab o chamou de "maestro" e disse que a nova administração não tem porque mudar. "Temos a régua e o compasso de Serra", afirmou.

Munido de muitas comparações, também relacionou a política à seleção brasileira dos tempos de Pelé. "Na administração municipal vamos manter a mesma essência. A nossa seleção continuará jogando como uma orquestra", disse.

O prefeito alfinetou a petista Marta Suplicy (PT), com quem disputou as eleições de 2008. Durante a campanha, ela criticou Kassab diversas vezes durante a campanha por manter dinheiro em caixa e declarou que era absurdo guardar dinheiro em bancos enquanto a cidade precisa de obras e projetos sociais.

AE
Gilberto Kassab cumprimenta o cardeal d. Odilo Scherer
Gilberto Kassab cumprimenta o cardeal d. Odilo Scherer

Hoje, vemos que eles [adversários] debocharam das formigas porque elas se garantiram no inverno, afirmou, utilizando-se da fábula da cigarra e das formigas para explicar suas medidas. Na história, a cigarra canta enquanto as formigas guardam alimentos para os tempos difíceis.

Ele disse também que, quando assumiu a prefeitura, como vice de José Serra (PSDB), em 2005, a cidade estava falida. São Paulo tinha R$ 2 bilhões em dívidas, que foram superadas sem taxas e sem impostos, afirmou o prefeito. Marta foi prefeita entre 2001 e 2004.

Kassab classificou a sua próxima gestão como a 2ª fase do plano de governo iniciado por Serra, apenas "revigorada por novos desafios".

Serra, eleito governador do Estado em 2006, falou antes do prefeito na cerimônia. Ele não mediu elogios ao aliado do DEM e disse que é uma sorte para São Paulo, em um contexto de dificuldade, ter um homem como Kassab. Para o tucano, São Paulo é a cidade mais brasileira do País, é uma cidade que merece o prefeito que tem. Ele enfatizou a boa relação que mantém com o prefeito.

O governador disse que a vitória de Kassab consagrou uma liderança jovem e promissora e considerou que o próximo governo deve ser de "continuidade, mas não de continuismo".

Kassab afirmou que irá trabalhar de sol a sol para melhorar o transporte público na região metropolitana. Vou trabalhar para honrar o sonho dos paulistanos, tomo posse para ser o prefeito de todos, declarou ele. Garantindo que sua proposta de governo é a melhor para a cidade e pedindo a benão de Deus e o apoio de todos os paulistanos, kassab encerrou o seu discurso.

A posse

Além de Kassab, também tomaram posse nesta quinta-feira (1º) os 55 vereadores e a vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB).

Kassab fez um agradecimento aos vereadores do PT, que, em sua avaliação, fizeram um trabalho responsável como oposição. Em seu nome e no nome de Serra (PSDB), Kassab afirmou que os dois tiveram "a melhor relação possível" com a oposição.

Posse de Kassab

Na avaliação do prefeito, o relacionamento com os vereadores foi de cooperação e isso resultou em desenvolvimento para a cidade de São Paulo, "com avanços extraordinários", principalmente nas áreas de saúde, educação e combate à poluição. Ele mencionou especificamente o projeto Cidade Limpa, um dos carros chefes de sua campanha à reeleição, muito bem avaliado pela população paulistana.

A sessão solene foi presidida pelo vereador Wadih Mutran (PP-SP), o político mais antigo da legislatura, e teve como primeiro-secretário Aguinaldo Timóteo (PR), o segundo mais antigo entre os vereadores. Todos foram chamados ao plenário para fazer o juramento como novos integrantes da Casa, mas somente Jamil Murad (PCdoB) se manifestou com um discurso. Ele disse torcer pelo fim do conflito entre israelenses e palestinos e pediu o fim "do massacre" contra o povo palestino.

O vereador Marco Cintra (PR), indicado pelo prefeito como secretário municipal do Trabalho, participou da sessão e tomou posse como vereador, mas, em seguida, deixou o cargo para o primeiro suplente Kito Formiga (PR). Após a sessão solene, Kassab deixou a Câmara para participar da cerimônia de posse na sede da Prefeitura de São Paulo.

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