Kassab defende uso restrito de passagens a deputados

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), defendeu neste sábado que o uso de passagens aéreas por deputados federais seja restrito ao trabalho do parlamentar e que casos excepcionais tenham o aval da Mesa Diretora da Câmara.

Agência Estado |

"No fundo é uma questão de mais transparência e mais organização, com a divulgação pela internet, que no dia de hoje nos permite ter mais transparência", afirmou o prefeito.

Kassab evitou polemizar sobre as declarações feitas ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou, no Rio de Janeiro, ser favorável ao uso de passagem aérea em alguns casos, citando como exemplo a época em que era deputado, quando transferiu passagens para levar ex-dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para Brasília .

O prefeito avaliou que excessos e irregularidades no uso de passagens aéreas por parlamentares prejudicaram a imagem da Câmara e negou que tenha utilizado de passagens para outros fins quando foi deputado, durante dois mandatos.

Ao visitar hoje a Agrishow, a maior feira de agronegócios do País, realizada em Ribeirão Preto (SP), Kassab comentou ainda sobre o processo de sucessão federal e estadual em 2010.

Quanto à sucessão de Lula, o prefeito reafirmou que a posição do seu partido, o Democratas, é pela manutenção do apoio ao PSDB e que, se os tucanos tiverem uma chapa composta pelos governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, o apoio será mantido.

"Se for necessário para a manutenção da aliança e para o fortalecimento dela que o Democratas abra mão da vice-presidência, nós abriremos", afirmou Kassab, que reafirmou sua preferência por Serra como candidato a presidente.

"Todos sabem, eu defendo que seja o governador José Serra, mas acredito que o Aécio um dia também será presidente", completou.

Sucessão paulista

Na sucessão paulista, quando indagado quem o Democratas apoiaria entre os tucanos Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira, Kassab desconversou.

"O entendimento do Democratas é que só a partir de janeiro do ano que vem iremos discutir isso e que o governador José Serra vai coordenar os entendimentos para a manutenção da aliança e a definição do candidato. Portanto, não vamos nos manifestar até lá", afirmou.

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