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Kassab decreta calamidade pública no Jardim Romano

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) decretou, na terça-feira, estado de calamidade pública na região do Jardim Romano, na zona leste da capital paulista.

iG São Paulo |

 

AE

Moradores da rua Capachós, no bairro Jardim Romano, tentam resgatar pertences
Moradores da rua Capachós, no bairro Jardim Romano, tentam resgatar pertences

A informação foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira. O estado de calamidade pública foi justificado pela "gravidade dos efeitos decorrentes dos fenômenos naturais que vêm ocasionando tempestades, enchentes e alagamentos na cidade de São Paulo, desde dezembro passado".

Segundo o texto, "apesar dos esforços e providências adotadas
para solucionar os problemas causados à população do local, diante da precariedade das condições de habitabilidade dos moradores, há necessidade de implementação de novas medidas para restabelecer as condições de normalidade".

A Subprefeitura de São Miguel administra a região que engloba bairros como o Jardim Romano, Chácara Três Meninas, Vila das Flores, Jardim São Martino, Jardim Novo Horizonte, Vila da Paz, Jardim Santa Margarida, Vila Seabra, Jardim Noêmia, Vila Aimoré, Vila Itaim e Jardim Pantanal.

O decreto determina que os setores competentes devem adotar, imediatamente, as providências relativas "à realização de obras, contratação de serviços e compras necessárias, em caráter emergencial, pelo período de 90 dias".

Enchentes e descaso

Os moradores do  jardim Romano vivem há mais de 50 dias no meio da enchente. O conjunto habitacional do bairro, que fica às margens do rio Tietê, é o reflexo do descaso. São 620 famílias obrigadas a conviver com água, lixo, lama e ratos.

A Caixa Econômica Federal, responsável pelo empreendimento, começou a transferir os moradores da área, mas somente aqueles que moram no térreo, onde a água já invadiu os apartamentos.

Técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmam que a capital já tem o segundo janeiro mais chuvoso da história. O índice pluviométrico, medido na última segunda-feira, foi de 480,5 mm, perdendo apenas para o registrado em 1947. As medições pelo órgão começaram a ser realizadas em 1943.

*Com informações da Agência Estado

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