O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse nesta segunda-feira que haverá punições para as empresas contratadas pela Prefeitura para fazerem serviços de limpeza na cidade, caso deixem de cumprir suas obrigações em razão da greve dos garis. Os trabalhadores http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/21/garis+fazem+greve+em+sao+paulo+em+proteto+contra+demissoes+8553905.html target=_topparalisaram as atividades em protesto contra 578 demissões no setor nos últimos dias.


Outros 1.300 funcionários estão em aviso prévio e correm o risco de serem demitidos. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Limpeza Urbana (Siemaco) se reuniu esta tarde com representantes da Prefeitura para tentar uma conciliação.

Futura Press
Lixo acumulado na região central de São Paulo

Lixo acumulado na região central de São Paulo

"Tenho certeza absoluta de que o trabalho (de limpeza) será feito porque os contratos preveem isso. É um serviço essencial para a cidade", afirmou o prefeito, na tarde de hoje.

"As empresas têm de cumprir as suas responsabilidades. Caso não cumpram, as punições podem chegar à rescisão do contrato."

Greve

Os garis realizam, desde as 6h desta segunda-feira, uma paralisação na cidade de São Paulo em protesto contra a demissão de quase 2 mil trabalhadores da categoria pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). A previsão é que pelo menos 1.500 pessoas, responsáveis pela varrição das ruas da capital, tenham aderido a greve.

Segundo o presidente da Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, o número de trabalhadores dispensados caracteriza demissão em massa e, por isso, a medida deveria ter sido discutida com a categoria.

Pereira afirma que até o final do ano o número de garis demitidos deve chegar a 3.300. Atualmente, a cidade conta com 8.300 trabalhadores somente na varrição.

A paralisação seguirá a lei de greve e, por se tratar de serviço essencial, 80% dos funcionários vão trabalhar normalmente, disse o presidente do Siemaco.

O serviço de varrição na cidade de São Paulo é terceirizado e realizado por cinco empresas contratadas: Unileste, Delta Construções, Qualix, Paulitec e Construfert.

Corte na verba

Alegando queda nas receitas do município, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) determinou, em agosto, o corte de 20% no orçamento da limpeza neste ano, o equivalente a menos R$ 54 milhões. Com a medida, deixaram de ser limpos 1.388 quilômetros de vias - grande parte localizada na região central e no centro expandido da capital.

Foram demitidos 1.868 funcionários e, com isso, a capital paulista passou a ter um gari para cada 1.743 habitantes.

De acordo com o sindicato, ficou acertado que a Prefeitura tentará, até sexta-feira, elevar o valor do orçamento para a varrição em 2010, a fim de readequar o contrato e evitar novas demissões. Porém, ainda não há nenhuma reunião agendada. 

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