Além dos prejuízos com a derrota por 2 a 1 para o Corinthians, na quarta-feira, que o deixou com chances mínimas de classificação à Série A do Campeonato Brasileiro, o Juventude convive com mais uma acusação de racismo, agora do goleiro corintiano Felipe, feita após a partida. É outro caso que se soma a um histórico recente desfavorável nos últimos anos.

Apesar da ocorrência de outros problemas, o presidente do Juventude, Sérgio
Florian, colocou em dúvida a denúncia do goleiro. "É uma situação tendenciosa, com algum interesse que a gente não sabe bem qual é", afirmou. Segundo o dirigente, serão analisadas as imagens do circuito interno de vídeo do estádio para avaliação do comportamento de Felipe, do técnico Mano Menezes e dos reservas do Corinthians, para a verificação de alguma atitude que possa ter motivado a reação da torcida.

Florian reclamou da falta de atitude do gerente de futebol do Corinthians, Antônio Carlos. O jogador, que esteve envolvido num caso de acusação de racismo quando era jogador do Juventude, nada fez agora. "É estranho que ele, que teve um problema pessoal aqui, não tenha conversado com o Felipe para dizer que essa não é a política do Juventude. O clube não aprova isso".

O presidente considerou que o caso tomou uma dimensão exagerada. "O torcedor vai a campo para extravasar, a mãe do juiz sempre é premiada. Daqui a pouco não será permitido nenhum xingamento". Florian ainda disse que, conforme o desenrolar do caso, ele pode acionar Felipe judicialmente, "porque o clube está sendo difamado e posto em xeque".

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