Justiça vai processar médicas acusadas no caso Luana

Jovem morreu durante procedimentos para doação da medula óssea em hospital de Ribeirão Preto

AE |

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A Justiça de São José do Rio Preto (SP) recuou e aceitou processar as médicas e enfermeiras acusadas de causar a morte da universitária Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, que morreu em 4 de julho, durante procedimentos para doação da medula óssea, no Hospital de Base (HB), em Rio Preto.

Na quinta-feira (1º), o juiz da 3ª Vara Criminal de Rio Preto, Diniz Fernando Ferreira da Cruz, tentou suspender o processo recomendando ao Ministério Público um acordo com a defesa. Pelo acordo, as médicas seriam punidas com visitas mensais ao fórum e as enfermeiras, com a prestação de serviços à comunidade, multa ou pagamento de cestas básicas. No entanto, na segunda-feira, Cruz recuou e decidiu receber a denúncia do Ministério Público e abrir processo.

Na denúncia, o MP quer a condenação das médicas por crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e das enfermeiras por omissão de socorro. A doadora morreu por múltiplas perfurações na veia subclávia esquerda, que causaram hemorragia no pulmão e a levaram à morte. As enfermeiras não teriam internado a doadora na UTI quando ela retornou ao hospital em estado terminal.

No despacho, o juiz também questionou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) sobre as sindicâncias abertas para apurar o caso. O HB informou que vai assessorar juridicamente as profissionais, que continuam prestando serviços no hospital. As acusadas têm dez dias de prazo para apresentar defesa à Justiça.

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